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Uso de dados e IA chega à suinocultura brasileira e traz ganhos de produtividade e previsibilidade ao setor

A suinocultura brasileira está entrando em uma nova era, impulsionada pelo avanço da tecnologia e pelo uso de ferramentas que tornam a produção mais previsível, eficiente e lucrativa. A integração de modelagem matemática, inteligência artificial (IA) e big data promete transformar radicalmente o manejo e a gestão das granjas. É o que explica o médico-veterinário e mestre em Ciência Animal, Marcino Pereira Júnior, Gerente de Serviços Técnicos de Suínos da De Heus Brasil, que enxerga nestas ferramentas a chave para a evolução do setor.

De acordo com o especialista, para compreender o funcionamento dessas tecnologias é fundamental, antes de tudo, saber como elas se complementam. “O big data funciona como um grande banco de informações da granja, reunindo históricos de produção, nutrição e sanidade. A modelagem matemática utiliza esses dados para simular cenários e prever resultados, como ganho de peso ou conversão alimentar. Já a inteligência artificial interpreta essas informações em tempo real, automatizando análises e sugerindo as melhores decisões no dia a dia da granja. O resultado será uma produção mais previsível, eficiente e rentável”, elucida Pereira.

Big data e IA proporcionam decisões rápidas e estratégicas

Outro pilar importante neste contexto de evolução tecnológica é o big data. Ele compila e armazena um grande volume de informações da granja, permitindo análises profundas e decisões rápidas. “Hoje, os centros acadêmicos estão resgatando e estruturando dados de granjas para gerar soluções aplicáveis no dia a dia. O segredo é transformar esse volume de dados em conhecimento útil e acessível”, destaca Pereira.

Já a inteligência artificial, por sua vez, interpreta essas informações e automatiza decisões. “Se bem treinada, a IA consegue identificar problemas e sugerir soluções em tempo real. É possível, por exemplo, saber em poucos segundos qual é o melhor ponto de comercialização dos animais com base no preço da ração e no custo de produção daquela semana”, exemplifica.

Além disso, novas tecnologias já estão em uso, como câmeras inteligentes que calculam o peso dos animais automaticamente e aplicativos de análise sanitária, que monitoram o status respiratório do plantel.

Modelagem matemática para prever os resultados com precisão

Segundo o gerente, a modelagem matemática permite simular cenários e prever resultados, como peso e conversão alimentar de suínos, com alta precisão. “A modelagem traz mais acurácia para o trabalho de técnicos e produtores. Hoje, com softwares de gestão e acompanhamento em tempo real, podemos confiar muito mais nas projeções e usar essas informações para ajustar o manejo e a nutrição de forma inteligente”, explica.

Embora seja aplicada à produção de proteína animal há mais de três décadas, a modelagem só se tornou realmente eficiente nos últimos anos, com o avanço da tecnologia e da capacidade de processamento de dados. “A grande diferença agora é que conseguimos medir, acompanhar e corrigir variáveis em tempo real. Isso muda completamente a forma como se administra uma granja”, salienta.

O médico-veterinário observa que a fase de terminação é a que mais se beneficia da modelagem matemática, já que o número de variáveis é menor. “Conseguimos identificar rapidamente qualquer desvio no ganho de peso e atuar de forma precisa para corrigi-lo, garantindo um animal com o peso correto para o abate”, aponta. Já a fase de creche continua sendo um dos maiores desafios.  É um período que carrega muitos efeitos da maternidade, o que torna mais difícil prever o desempenho dos animais. Mas, com a evolução das ferramentas, estamos cada vez mais próximos de superar essa barreira”, acredita.

Fonte: MyPress & Co.

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