Brasília – A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi interrompida nesta quarta-feira (26) após a aprovação de requerimento para quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O pedido foi incluído em votação em bloco com outros requerimentos apresentados pelo relator da comissão. Após o resultado, parlamentares da base governista contestaram a condução da sessão, alegando falta de debate individual sobre os pedidos. A reação gerou discussão acalorada entre deputados e senadores, com registros de empurra-empurra no plenário, o que levou à suspensão temporária dos trabalhos.
O que investiga a CPMI
A CPMI do INSS foi instalada para apurar possíveis irregularidades relacionadas a descontos indevidos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas. A investigação ocorre paralelamente a apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de fraude envolvendo entidades associativas e intermediários.
Segundo o relator, a quebra de sigilo tem como objetivo aprofundar a análise de movimentações financeiras que, de acordo com os requerimentos apresentados, poderiam ter relação indireta com fatos sob investigação. Não há, até o momento, conclusão formal que vincule Lulinha às irregularidades investigadas.
Reações
Parlamentares da oposição defenderam a medida como instrumento legítimo de investigação, argumentando que a CPMI tem prerrogativa constitucional para requerer esse tipo de diligência.
Já integrantes da base governista classificaram a decisão como precipitada e afirmaram que recorrerão contra o procedimento adotado na votação.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer envolvimento em irregularidades e sustenta que eventual apuração demonstrará a inexistência de ligação com os fatos investigados.
A sessão deverá ser retomada nos próximos dias, com expectativa de novos depoimentos e análise de outros requerimentos pendentes.
Da Redação
Foto: Jovem Pan



