Provoca apreensão entre os produtores rurais a determinação da Agência Nacional de Águas (ANA) que proíbe a coleta de água do Rio São Francisco às quartas-feiras. A suspensão, que entrou em vigor no último dia 19 de Junho e perdura até o mês de Novembro, atinge inclusive aqueles produtores que tenham reservatórios próprios.
De acordo com a ANA, a medida visa preservar os estoques de água nos reservatórios da bacia do rio, onde o regime pluviométrico está abaixo da média há sete anos. A proibição atinge os estados de Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
“Quem já plantou possivelmente terá problemas na produtividade. Um dia sem captação equivale a 15% menos de água irrigada nas culturas por semana, isto é representativo”, afirma o analista ambiental da Federação da Agricultura de Minas Gerais (FAEMG), Guilherme Oliveira.
De acordo com ele, importantes regiões de produção agrícola de Minas Gerais serão afetadas justamente num momento importante para a lavoura, por ser um período de seca. Para Oliveira, esta ação precisava ter sido melhor planejada para que o produtor pudesse se preparar.
Uma alternativa para manter a produtividade e reduzir o uso de água é a microirrigação. Conforme diz o gerente nacional de vendas da Rivulis Plastro Irrigação, Guilherme Souza, a tecnologia permite uma preservação maior do recurso hídrico porque utiliza um volume menor de água em relação aos outros sistemas: “Com isto, se torna mais eficiente, irrigando maior área produtiva”.
Guilherme afirma que um hectare (ha) de alagamento é igual a 6,7 ha de microirrigação, enquanto um ha de canal de escoamento equivale a cinco ha de microirrigação, por exemplo. Compara ainda um ha de canhões com dois ha de microirrigação, um ha de aspersão com 1,5 ha de microirrigação e 1 ha de Pivô com 1,3 ha de microirrigação.
Segundo ele, dentro do conjunto de sistemas de rega artificial, a microirrigação é a mais eficiente porque é capaz de fornecer água de maneira localizada, podendo ser até 80% mais econômica. “Dessa forma, é possível utilizar menos água para irrigar a mesma área, ou aumentar a área cultivada utilizando o mesmo volume de água”, conclui.
Fonte: AGROLINK –Leonardo Gottems, Com informações da Agropress
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