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Será que a soja pode continuar a subir? Confira análise da Barchart

O crescimento da população global aumenta a demanda nos mercados de grãos e oleaginosas, e a cada ano, a oferta precisa acompanhar o aumento da demanda. Os níveis de preços atuais podem limitar os riscos de queda, enquanto o potencial de alta pode ser explosivo se as condições climáticas criarem escassez.

A análise acima é de Andrew Hecht, analista da Barchart, empresa líder global em tecnologia financeira, fornecendo dados de mercado e serviços para os setores financeiro, de mídia e de commodities em todo o mundo.

Hecht destaca que está cautelosamente otimista em relação aos preços de grãos e oleaginosas em 2026, pois a relação risco-retorno favorece a alta. “Os contratos futuros de soja na CBOT subiram 3,23% em 2025, fechando a US$ 10,3050 por bushel em 31 de dezembro de 2025. Nas últimas semanas, os preços da soja se recuperaram, ultrapassando os US$ 11 por bushel”, explica.
O analista lembra, no entanto, que o relatório WASDE de fevereiro não foi otimista para a soja. “O documento indicou que os estoques de soja nos Estados Unidos e no mundo aumentaram em relação ao relatório anterior. O WASDE manteve sua previsão para o preço da soja em US$ 10,20 por bushel, o que representa mais de US$ 1 abaixo do preço futuro atual para março de 2026”, explica.

Em conversa com Jake Hanley, da Teucrium Investments, o executivo destacou sobre o movimento de alta nos preços da soja após o anúncio de que a China deverá adquirir mais 8 milhões de toneladas métricas do grão no atual ano comercial. A sinalização veio na esteira do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, reforçando expectativas de maior fluxo comercial entre as duas potências.

Condições climáticas – Hecht acrescenta que a grande incerteza em cada nova safra é sempre a condição climática nas principais regiões produtoras durante as épocas de plantio, crescimento e colheita. “Os contratos futuros de soja atingiram o ponto mais baixo em novembro de 2025, após a última safra ter produzido oferta suficiente para atender à demanda global. No entanto, a oferta de 2025 não garante que o clima nos próximos meses resultará em outra safra excepcional”.

A demanda chinesa por soja americana e uma flexibilização das tarifas americanas podem impulsionar a demanda e fortalecer os fundamentos de oferta e demanda da soja nos próximos meses.

Fonte: Assessoria

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