Os pesquisadores esperam que esse processo, que pode ser aplicado de forma barata e sem a necessidade de equipamentos especializados, possa abrir áreas de terra para a agricultura que agora são consideradas inadequadas para o cultivo. Os resultados estão sendo publicados esta semana na revista PNAS, em um artigo das estudantes de graduação Augustine Zvinavashe, do pós-doutorado Eugen Lim e professor de engenharia civil e ambiental Benedetto Marelli.
O trabalho surgiu da pesquisa anterior de Marelli sobre o uso de revestimentos de seda como forma de prolongar a vida útil das sementes usadas como culturas alimentares. “Quando eu estava pesquisando sobre isso, deparei-me com biofertilizantes que podem ser usados para aumentar a quantidade de nutrientes no solo”, diz ele. Esses fertilizantes usam micróbios que vivem simbioticamente com certas plantas e convertem nitrogênio do ar em uma forma que pode ser facilmente absorvida pelas plantas.
Isso não apenas fornece um fertilizante natural para as plantações, mas evita problemas associados a outras abordagens de fertilização. “Um dos grandes problemas com fertilizantes de nitrogênio é que eles têm um grande impacto ambiental, porque são muito exigentes em termos energéticos. Esses fertilizantes artificiais também podem ter um impacto negativo na qualidade do solo”, de acordo com Marelli.
Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems