Para demonstrar suas as tecnologias e inovações, a Apta Regional terá um estande na 19ª edição da Coopershow com campos de demonstração das culturas de mandioca, batata-doce, cana e uva. Além disso, realizará palestras, dia 29 de janeiro, durante o “VI Simpósio sobre Mandioca e mudanças Climáticas: Rusticidade, inovação e sustentabilidade”, no auditório Arena do Conhecimento. As exposições ocorrerão de 27 a 30 de janeiro, a partir das 8 horas, em Cândido Mota (SP).
O Simpósio reunirá especialistas para debater os desafios, as oportunidades e o futuro da cadeia produtiva da mandioca. Dentre eles, estarão os pesquisadores das unidades da Apta Regional de Assis, de Presidente Prudente e de Monte Alegre do Sul, que apresentarão soluções focadas em produtividade, diversificação de renda e sustentabilidade.
A iniciativa reafirma o compromisso da Apta Regional — instituição vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo — em levar o conhecimento gerado nos laboratórios e campos experimentais diretamente às mãos dos produtores rurais do Vale do Paranapanema.
No painel 1, às 9h10, os pesquisadores da Apta Regional Sérgio Doná e Andreia Cristina Silva Hirata irão explanar sobre as “Novas cultivares de mandioca de indústria: cultivares IAC para uso na Região”, destacando sua adaptação às condições regionais e potencial de uso.
No painel 2, às 10h, o pesquisador Daniel Gomes, coordenador da Apta Regional, explanará sobre o tema “Importância da gastronomia como ferramenta de fortalecimento da mandiocultura”, mostrando como tradição e inovação podem impulsionar o consumo e abrir novos mercados.
Segundo Andréia Hirata, que atua na Apta Regional de Presidente Prudente, serão apresentados os resultados da avaliação de clones e variedades de mandioca de indústria. “As pesquisas realizadas na Apta Regional de Presidente Prudente, ao longo de vários anos, são de grande importância para a validação de materiais mais adaptados para as condições edafoclimáticas da região”, destaca.
Já Sérgio Dona, pesquisador da Apta Regional de Assis, apresentará informações sobre características agronômicas e industriais das principais cultivares de mandiocas, já difundidas pelo IAC, e em fase de registro no MAPA, com lançamento previsto para este ano de 2026. “As cultivares de mandioca selecionadas e lançadas pelo IAC são amplamente cultivadas no estado de São Paulo e também em outros estados próximos, evidenciando a importância socioeconômica destas cultivares para o setor da mandioca”, destaca.
Mandioca: estrela gastronômica
Eleita em 2018 como o alimento embaixador da gastronomia brasileira, a mandioca busca agora expandir suas fronteiras de consumo. Embora seja a base alimentar em diversas regiões, o setor aposta na versatilidade da raiz para conquistar novos mercados. Para Gomes, um dos objetivos do Simpósio é unir a tradição das farinhas artesanais à inovação, educando o consumidor sobre as múltiplas possibilidades de preparo, fortalecendo a identidade da culinária brasileira.
“O sucesso de pratos como o “dadinho de tapioca”, popularizado pelo chef Rodrigo Oliveira, mostra como a gastronomia pode ditar tendências e impulsionar a demanda produtiva. Hoje, a aposta reside em subprodutos inovadores, como a raspa de mandioca, que surge como substituta funcional para farinhas tradicionais em receitas práticas”, detalha Daniel Gomes.
A ideia é usar a gastronomia para mostrar que a mandioca pode ser apresentada tanto de forma inovadora quanto tradicional, ensinando o consumidor a aproveitar esse produto da melhor maneira possível.
Exposição das culturas
O setor de raízes e tubérculos ganha protagonismo com a exposição de cultivares de mandioca selecionadas para diferentes nichos de mercado, como mandioca para indústria e mesa, alimentação animal e inovações para fecularias.
As variedades de cana-de-açúcar que estarão expostas são adaptadas para a região, visando maior resistência e eficiência produtiva.
Para os produtores de frutas, o estande trará uma demonstração prática de sistemas de sustentação para a videira ‘Niágara Rosada’, com destaque para os modelos espaldeira e manjedoura tipo “Y”, que favorecem produtividade, qualidade dos frutos e redução de doenças fúngicas.
Haverá ainda novas cultivares de batata-doce, focadas no mercado consumidor de biofortificados.
Fonte: Lisley de Cassia Silverio Villar



