A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.
A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal — equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores —, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos — grandes máquinas agrícolas.
Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado “voo em enxame”, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas.
“A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o CEO da MundoGEO e organizador da DroneShow Robotics, Emerson Granemann.
De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação — em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.
É nesse contexto que a MundoGEO organiza anualmente a DroneShow Robotics que reúne fabricantes e importadores de drones, tecnologia embarcada, robótica, sistemas autônomos, equipamentos afins, plataformas de processamento de dados, além de prestadores de serviços, entidades reguladoras, universidades, startups, usuários públicos e privados destas tecnologias.
Além disso, o evento conta com cursos, seminários, workshops e fóruns. Na edição de 2026, que será realizada entre 16 e 18 de junho no Expo Center Norte – Pavilhão Azul, em São Paulo, serão ofertados cursos sobre drones nos setores agrícola e florestal e de regulamentação para operação de drones, além de seminário sobre drones e geotecnologias no setor agroflorestal e outro sobre drones para pulverização e controle biológico. Outras atividades no setor de drones também estão programadas.
Fonte: Ricardo Filinto



