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Projeto no Sul do país forma mulheres para operar máquinas pesadas

Duas empreendedoras de Porto Alegre (RS) criaram uma iniciativa inédita no Rio Grande do Sul, com o objetivo de capacitar mulheres a operar máquinas pesadas para construção pesada. O projeto “Mulheres Operadoras de Máquinas Pesadas” montou a sua primeira turma com 27 mulheres, e a primeira etapa das aulas ocorreu entre os dias 17 e 21 de março. Em abril, as profissionais voltam para o pátio para uma complementação de horas práticas.

Idealizado pela engenheira civil e professora universitária Diana Azambuja, a ideia surgiu depois que Diana se deparou com a dificuldade de contratação de mão-de-obra técnica na região, e pela constatação da baixa penetração de mulheres na área – justamente pela dificuldade delas em se recolocarem em áreas consideradas tipicamente masculinas. Além da professora, a doutora e assistente social Michelle Clos também se juntou ao time, e será responsável por mensurar o impacto social da iniciativa.

“Essa é a primeira edição do programa, e tivemos um número surpreendente de inscrições: ao todo 130 mulheres buscaram o curso. O nosso objetivo é aumentar a participação das mulheres nesse mercado, mostrando a elas que é possível concorrer para essas vagas, e também mostrar aos empregadores que é possível, sim, incluí-las nos processos de seleção”, explica Diana.

A capacitação começa com um curso teórico, em que tem acesso a conteúdo de topografia, segurança do trabalho, geologia e riscos ambientais. Na sequência, as participantes têm a oportunidade de vivenciar a prática em máquinas pesadas durante 2 dias intensivos de treinamento. Ao término das atividades práticas, totalizando 40h de formação. O projeto também terá um período de 3 meses de monitoramento social das participantes e das empresas contratantes, para avaliar o impacto real da capacitação.

“Como resultado, esperamos alcançar um total de 80% de formação das participantes, e uma expectativa de que 40% delas sejam contratadas após a capacitação. Mas um ponto muito importante é que a capacitação da mão-de-obra feminina na operação dessas máquinas poderá proporcionar um aumento de cerca de 30% na renda per capita das participantes – e isso é muito relevante, até porque sabemos como a renda da mulher faz a diferença no orçamento familiar, considerando que a maior parte são chefes de família. Acima de tudo, também esperamos que esse movimento gere um aumento no número de empresas que empregam mulheres na condução de máquinas pesadas”, afirma Michelle.

O projeto conta com a parceria e realização do SICEPOT – o Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral no Estado do Rio Grande do Sul; foi patrocinado pela FIERGS-RS, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul; parceria da SLC Equipamentos, que proporcionou o maquinário para treinamento; da Coesul, que cedeu o espaço para as aulas práticas; além do apoio da MGM Rental, FBS, John Deere e MD Engenharia.

Conheça Diana Azambuja

Diana Azambuja é engenheira civil com mestrado em Geotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde 2005, atua como gerente de obras e contratos, supervisionando projetos em áreas como aeroportos e empreendimentos industriais. Além disso, é professora universitária nas áreas de Inovação e Tecnologia. Diana também é idealizadora de um projeto gratuito de formação de mulheres para operar máquinas pesadas, promovendo a inclusão feminina no setor da construção pesada.

Fonte: Emilia Bertolli

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