Os índices são conquência dos esforços para viabilizar a utilização de berços de atracação nos cais de Saboó e de Outeirinhos, visando incrementar a dinâmica do porto. No caso específico do Saboó, houve atualização no zoneamento atual que possibilitou a operação de fertilizantes sem restrições. Em relação a Outeirinhos, uma tratativa entre a Marinha e a Santos Port Authority permitiu que a seção sob administração da Autoridade Marítima fosse operacionalizada comercialmente, pela primeira vez, desde a inauguração do cais, em 2016. As duas iniciativas resultaram em aumento da produtividade, com consequente redução da fila de espera de navios.
“Isso é gestão pura. Trabalhamos junto ao Ministério da Infraestrutura, no primeiro caso, e à Marinha, no segundo, para aumentar a utilização dos berços. Com gestão estratégica e interlocução constante com operadores e agentes, aumentamos a produtividade do porto sem despender recursos adicionais”, afirma o diretor de Operações da Santos Port Authority, Marcelo Ribeiro.
Com a medida, a média mensal de navios que aguardam a disponibilidade de berços caiu da ordem de 70, no primeiro semestre, para cerca de 55 nos últimos meses. Puxaram as altas os embarques de milho a granel, soja a granel e farelo de soja. O aumento de 365.875 toneladas nos desembarques de adubos também contribuiu significativamente para o resultado. O desempenho da carga conteinerizada medida em TEU (contêiner padrão de 20 pés) também aumentou em 4,9% no mês, totalizando 383.264 TEU.
Fonte: Cenário MT