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“Novo salto” nos preços do milho

A alta de 0,53% do dólar e de 0,54% da cotação de Chicago, nesta segunda-feira, que regulam as exportações, voltaram a impulsionar fortemente os preços do milho no Brasil. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, as empresas consumidoras de milho estão preocupadas com o seu abastecimento nos próximos 26 meses, no Brasil.

Com isto, a média dos preços apurados pelo Cepea registrou fortíssima alta de 2,41%, para R$ 47,54, contra R$ 46,44/saca do dia anterior, na região de Campinas, principal fonte de referência do milho brasileiro. Essa disparada ultrapassou o “patamar psicológico de R$ 45,00 e rumando para níveis maiores a médio prazo”, aponta a T&F.

Os preços oferecidos pela exportação, para vendedores distantes 600 km do porto, caíram para R$ 33,24 (36,96 do dia anterior) para dezembro, R$ 34,33 (38,10) e para março R$ 29,95 (33,42) para maio de 2020.

FUNDAMENTOS

Ainda de acordo com a T&F, a colheita do milho está atrasada nos Estados Unidos, e isso está influenciando o mercado brasileiro: “O que tem a ver o milho dos EUA sobre os preços no Brasil? Tudo! É justamente devido à redução da safra americana que as exportações brasileiras estão tão ativas. A produção de milho nos EUA passou de 371,10 MT na safra 2017/18 para 366,29 MT na safra 2018/19 e para 347,01 MT na safra atual, de 2019/20, uma redução de aproximadamente 30 milhões de toneladas em 3 anos.

“E neste ano a temporada não está favorável, porque está atrasada, como mostra a tabela oficial abaixo. A colheita está em 84%, contra 93% na mesma semana do ano passado e 96% da média dos últimos 5 anos. Não estranhe que os consumidores brasileiros estejam com receio das exportações e que elas ditem os preços internos do milho no Brasil”, concluem os analistas da T&F.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems

Crédito: DP Pixabay

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