As micotoxinas são substâncias naturais produzidas por algumas espécies de fungos e podem ser encontradas em culturas e alimentos como cereais, nozes, especiarias e café, geralmente em ambientes quentes e úmidos. Até agora, as organizações sanitárias estabeleceram os limites máximos permitidos para consumo em cereais e sementes, mas não há restrições para o produto manufaturado. Este estudo, o primeiro que inclui a análise de azeite, permitirá que estes organismos tenham dados para determinar os valores ótimos para garantir a segurança alimentar dos óleos.
De acordo com especialistas, as micotoxinas podem ter vários efeitos negativos da saúde, de intoxicação leve a deficiência imunológica crônica, de modo que os limites máximos estabelecidos para fora em produtos de consumo são muito baixos, pois podem representar um perigo para a saúde humana e do gado. Em um publicado na revista Food Chemistry, cientistas validaram o método com o qual eles conseguiram para determinar o teor de micotoxina mais comum em cerca de duas centenas de amostras de diferentes tipos de óleos vegetais comestíveis.
A razão pela qual a FAO excluiu do regulamento o estabelecimento de níveis de micotoxinas para oleaginosas e seus produtos derivados, é porque no processo de produção de óleos vegetais refinados são quase completamente eliminados. No entanto, a equipe de cientistas confirmou que 40% do total de amostras analisadas estão presentes, chegando a atingir 82% das aflatoxinas do tipo G2 no óleo de bagaço cru ou 72% das zearalenonas no caso do óleo de azeitona refinada.
Fonte: Agrolink – Por: Leonardo Gottems



