À medida que o Brasil enfrenta desafios climáticos crescentes e demanda por eficiência produtiva, a agricultura caminha para decisões cada vez mais baseadas em dados técnicos e biológicos. O mercado global de agrigenômica — que inclui diagnósticos moleculares aplicados ao agronegócio — está projetado para crescer de cerca de US $ 4,8 bi em 2025 para mais de US $ 5,3 bi em 2026, refletindo a adoção crescente de tecnologias que transformam informações em ação estratégica no campo. Os dados são do relatório Agrigenomics Global Market Report.
Segundo Priscila Pires Bittencourt, especialista em biotecnologia aplicada da BS Agro, a capacidade de interpretar dados moleculares está deixando de ser diferencial e se tornando critério de competitividade no agro moderno. Organizações que incorporam análises moleculares ao processo decisório ampliam a previsibilidade operacional, fortalecem o manejo de riscos biológicos e criam vantagens consistentes em eficiência produtiva.
Tradicionalmente restritas ao meio acadêmico, as técnicas de biologia molecular avançaram para aplicações práticas que permitem compreender com precisão a dinâmica de comunidades microbianas no solo, plantas e insumos, indo além dos indicadores físicos convencionais. Metodologias como metagenômica e qPCR — que quantificam microrganismos de interesse ao longo do ciclo agrícola — ampliam a capacidade de leitura dos sistemas produtivos e embasam decisões de manejo com maior profundidade biológica.
O mercado de genômica agrícola deve crescer de forma consistente nos próximos anos, com projeções que apontam para cerca de US$ 8,17 bilhões até 2030, impulsionado pelo avanço das plataformas de seleção genômica, pela maior demanda por melhoramento genético de precisão, pela expansão do sequenciamento de nova geração (NGS), ao foco crescente em genética resiliente às mudanças climáticas e pelo aumento dos investimentos em bioinformática— pilares de uma agricultura mais eficiente, resiliente e sustentável.
“O ambiente agrícola de hoje exige informações rápidas e precisas — e os dados moleculares fornecem exatamente isso. Eles reduzem o tempo de diagnóstico de dias para horas e permitem ajustes dirigidos em práticas de manejo, desde o uso de bioinsumos até a detecção precoce de patógenos”, explica Priscila. “Esse tipo de informação se torna um ativo estratégico, não apenas para reduzir perdas, mas também para aumentar a lucratividade e a sustentabilidade das operações agrícolas.”
A BS Agro tem se preparado para esse cenário e atua como elo entre a pesquisa científica e as demandas do campo, com a oferta de soluções biotecnológicas, kits moleculares e consultoria especializada para laboratórios e produtores. Essa abordagem fortalece a aplicação prática dos dados moleculares e amplia a qualidade e a assertividade no diagnóstico e no manejo dos sistemas produtivos no Brasil. “Com a adoção crescente de tecnologias moleculares, o agronegócio brasileiro acompanha uma tendência global de gestão orientada por dados, consolidando práticas que aliam sustentabilidade, produtividade e competitividade num cenário de rápidas transformações climáticas e de mercado”, finaliza Priscila.
Fonte: Élcio Ramos



