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Manejo nutricional se consolida como diferencial competitivo para a produtividade no Matopiba

O avanço da fronteira agrícola na região do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, exige que o produtor rural adote estratégias técnicas cada vez mais refinadas para garantir o sucesso da lavoura. Diante de um cenário de clima irregular e solos com características químicas complexas, o manejo nutricional assertivo surge como o principal diferencial competitivo para elevar os índices de produtividade e rentabilidade na região. 

De acordo com Michel Scaff, Gerente de Marketing da Nitro, o ambiente produtivo local é marcado por duas estações bem definidas, com seis meses de chuvas e seis meses de seca, além de alta incidência de radiação solar e temperaturas elevadas. “Somam-se a isso solos altamente intemperizados, que apresentam baixa capacidade de troca catiônica, baixos teores de matéria orgânica e altos níveis de alumínio. Para superar esses obstáculos, o agricultor deve aproveitar as melhores janelas de plantio, adotar o sistema de plantio direto e focar na incorporação de matéria orgânica, utilizando as ferramentas nutricionais corretas no momento exato”, destaca o gerente. 

Um dos pilares para o sucesso no Matopiba é a construção do perfil do solo acima de 20 centímetros de profundidade. Esse processo é fundamental para estimular o enraizamento profundo da planta, permitindo que ela busque água e nutrientes em camadas mais distantes da superfície, o que aumenta sua resiliência climática. O manejo nutricional eficiente também deve passar pela correção anual da acidez do solo e pela complementação criteriosa de micronutrientes, elementos que frequentemente limitam o teto produtivo das culturas quando negligenciados. 

O especialista da Nitro alerta, porém, que muitos produtores ainda cometem o erro estratégico de tentar replicar no Matopiba o manejo utilizado no Sul e Sudeste do Brasil. “Como as dinâmicas de clima e solo são totalmente distintas, essa “cópia” acaba limitando o potencial das áreas. Outros equívocos comuns incluem o foco excessivo apenas em macronutrientes (NPK), muitas vezes aplicados em dose única e em excesso, deixando de lado o equilíbrio com outros macro e micronutrientes, além do esquecimento da inserção de matéria orgânica no sistema durante a entressafra.”, afirma Scaff. 

Nesse contexto, o uso estratégico de insumos biológicos deixou de ser uma alternativa para se tornar uma realidade indispensável no campo. Como muitas moléculas químicas estão perdendo eficiência, os biológicos desempenham um papel crucial no controle de pragas e doenças, muitas vezes de forma mais eficaz que o controle tradicional. Essa prática preserva o potencial produtivo da planta sem deixá-la fragilizada, garantindo que o equilíbrio nutricional auxilie na adaptação às condições edafoclimáticas severas da região. 

Ao adotar essas práticas, o produtor não apenas preserva o solo, seu recurso mais importante,como também cria um “seguro” para a lavoura contra adversidades climáticas extremas. Uma estratégia nutricional bem estruturada, com perfil de solo construído e fornecimento de nutrientes de acordo com as necessidades reais da cultura, reflete-se diretamente no incremento da produtividade por hectare e em um retorno financeiro superior sobre o investimento realizado.

Fonte: Samuel Olimpio

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