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Incêndios na Amazônia – polêmicas na investigação

Após prisão polêmica de brigadistas, governador manda trocar chefe de investigação

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), determinou a troca do delegado que chefiava as investigações que levaram quatro brigadistas que atuavam em Alter do Chão, em Santarém, à prisão. Para ele o caso requer “atenção e toda a transparência necessária”.

Após a determinação, o diretor da delegacia especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire, assume as investigações. O inquérito tem sido alvo de questionamentos por parte do Ministério Público Federal (MPF), que também investigava o caso, em nível federal, mas não trabalhava com suspeitos até o momento.

Os quatro brigadistas foram presos na terça-feira (26). Eles, de acordo com as investigações da Polícia Civil, são suspeitos de serem responsáveis pelas queimadas que destruíram parte da mata da Área de Proteção Ambiental (APA), no município de Santarém, oeste do Estado.

Na quinta (28), no entanto, Barbalho determinou a troca do comando das investigações, que agora ficará com o diretor da delegacia especializada em Meio Ambiente, Waldir Freire. Anteriormente, o delegado José Humberto Melo Júnior era o responsável pelo inquérito.

O governador do Estado destacou ainda que a substituição visa que o caso seja “esclarecido da forma mais rápida e transparente possível” e manifestou sua preocupação com as investigações.

“A partir de agora estará presidindo as investigações é o delegado Waldir Freire, que é diretor da polícia especializada em meio ambiente”, afirmou Barbalho. “O caso requer atenção e toda a transparência necessária. Ninguém está acima da lei, mas ninguém pode ser vítima de prejulgamento ou ter o seu direito a defesa cerceado”, disse o governador em vídeo publicado nesta quinta no Twitter.

Para o delegado José Humberto Melo Júnior que era o responsável pelo inquérito, estava “muito bem configurada” a participação dos brigadistas em incêndios que atingiram a área de proteção ambiental de Alter do Chão, em setembro. Por outro lado, uma investigação federal sobre as mesmas queimadas não teria tal conclusão.

“Ninguém está acima da lei, mas ao mesmo tempo ninguém pode ser vítima de prejulgamento ou ter o seu direito a defesa cerceado”, declarou.

Com Informações do Jornal do Brasil e Jovem Pan

Crédito: Daniel Beltran/Greenpeace

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