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Faeg realiza em Goiânia 2º Seminário de Irrigação de Goiás

Com o tema ‘Irrigação: eficiência e sustentabilidade na agropecuária’, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Goiás (Sebrae Goiás), realizará nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Goiânia (GO), o 2º Seminário de Irrigação de Goiás. O objetivo do evento é envolver os produtores rurais, técnicos e sociedade no debate sobre a utilização sustentável da água. O evento ocorrerá no auditório da Federação e pretende reunir irrigantes de todo o estado.

A programação do Seminário será dividida em quatro painéis que discutirão ‘Construindo Ambientes Produtivos’, Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Agricultura’, Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Pecuária’ e ‘Alternativas Energéticas para a Irrigação’. O evento contará com palestras de Miguel Daoud, do Canal Rural; consultora técnica da Faeg, Jordana Sara; Lineu Rodrigues, da Embrapa Cerrados; Dr. Afonso Peche, do Instituto Agronômico de Campinas; Dr. Luis Henrique Bassoi, da Embrapa Instrumentação; Cláudio Toledo, da Pivot Irrigação; consultor da MS Integração, Dirceu Broch; Adilson de Paula Almeida, das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), do secretário executivo do FCO, Danilo Ferreira Gomes; José Carlos, diretor executivo da Mtec Energia e Vitor Gaiardo, produtor rural e engenheiro eletricista. Durante o evento, serão apresentados também Casos de Sucesso.

Dados irrigação

De acordo a consultora técnica da Faeg, Jordana Sara, Goiás irriga cerca 180 mil hectares, sendo 70% por pivô central. Entre os municípios que mais irrigam estão Cristalina, Paraúna, Campo Alegre, Água Fria, Jussara, Rio Verde, Luziânia, Morrinhos, Cabeceiras, Ipameri e Formosa. Ela explica que a soma destas áreas representa 61% da área irrigada no estado. “A irrigação é responsável pelo aumento da produtividade em até quatro vezes, sem a necessidade de abertura de novas áreas, reduzindo muito a pressão sobre remanescente nativos”, comenta.

Segundo Jordana, áreas irrigadas são verdadeiras caixas d’água, já que possuem sua ‘capacidade de campo’ abastecidas. “É muito comum durante épocas de seca, quando o nível dos cursos d’água naturalmente são mais baixos, devido redução da vazão, isso não ser evidenciado em áreas com barragens e áreas irrigadas, já que durante a seca a grande caixa d’água abastece esses cursos d’água de forma subterrânea”, explica.

Em relação à segurança alimentar, o mundo precisará aumentar 70% sua produção para garantir uma certa segurança alimentar para a população mundial. Isso porque o Brasil é apontado como responsável por 60% deste aumento. “Não existem alternativas para garantir a segurança alimentar que não a utilização de novas tecnologias. Mas a irrigação é a grande esperança e alternativa para garantir a segurança alimentar a população mundial”, pontua a consultora.

Agricultura

O pesquisador da Embrapa Instrumentação, Luís Henrique Bassoi, abordará a temática ‘Agricultura de Precisão e Irrigação’. Para ele, a utilização de um sistema de irrigação em uma cultura agrícola pode dar maior garantia ao produtor rural durante a colheita. Ele conta que apesar da adoção ter um custo maior de produção, a produtividade alcançada pode ser bem maior. Em geral, entre duas a quatro vezes, caso a mesma cultura seja conduzida em condições de sequeiro, no mesmo local e período. “O aumento varia em função do local e época de cultivo, ou seja, da demanda de água pela cultura e da ocorrência ou não de chuvas durante o ciclo”, explica.

De acordo com o Luís, no caso em se adotar um sistema de irrigação numa cultura agrícola, é necessário basicamente da realização de análise física do solo -, para saber a textura, retenção pelo solo e sua capacidade de armazenamento, o dimensionamento de um sistema de irrigação de acordo com a topografia, com os resultados da análise física, e da necessidade de água pela cultura, com base na sua evapotranspiração. Ele explica que é necessário realizar um manejo de irrigação para aplicar o volume de água que a planta necessita em duas diferentes fases de desenvolvimento. “O manejo de irrigação nada mais é que a utilização de critérios com base nas informações do solo, da planta e do clima para definir esse volume e o momento da irrigação”, comenta.

Durante sua palestra, serão abordadas informações sobre Agricultura de Precisão e Irrigação, formas de utilização de procedimentos e ferramentas de agricultura de precisão para se obter o conhecimento sobre a variabilidade de atributos do solo, da planta e do clima no espaço (área cultivada) e no tempo (ciclo da cultura), e assim fornecer subsídios para a tomada de decisão pelo irrigante quanto a aplicação de água em uma cultura agrícola por um sistema de irrigação.

Pecuária

O consultor da MS Integração, Dirceu Broch, discorrerá sobre Alta Produtividade na Integração Lavoura-Pecuária com Sistemas Irrigados’. Conforme analisado por ele, atualmente a irrigação é um sistema seguro, já que quando o produtor adota esta técnica obtém até duas safras por ano, sem perda de água, tanto por excesso ou por tempestade. Isso porque num ano o produtor consegue fazer duas safras e no outro é possível fazer três. Para ele, quando a prática é adotada na pecuária alcança ainda mais rentabilidade. “A irrigação é a cereja do bolo, a complementação final, uma das últimas etapas do processo para ter alta produtividade”, pontua.

Programação 31/08/2017
Local: Auditório da FAEG
14h00: Inscrições
14h30: Abertura

Palestra de abertura
15h: “Panorama econômico e político do país: Para onde vamos? ” – Miguel Daoud – Canal Rural
16h: Política Nacional de Recursos Hídricos e Cobrança pelo uso da água – Jordana Sara – Faeg
16h40: Debate

Painel 1: Construindo Ambientes Produtivos

17h: Nova proposta para estimativa da quantidade de água utilizada na agricultura irrigada – Lineu Rodrigues – Embrapa Cerrados
17h40: Mecanização Conservacionista e Reestruturação Hídrica em Bacias Hidrográficas – Dr. Afonso Peche – Instituto Agronômico de Campinas
18h20: Debate
18h40: Coquetel e Visita Estandes

Programação 1º/09/2017

Painel 2: Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Agricultura
08h30: Agricultura de Precisão e Irrigação – Dr. Luis Henrique Bassoi – Embrapa Instrumentação
09h10: Espaço patrocinador
09h20: Viabilidade da Irrigação e comparação com áreas de sequeiro – Cláudio Toledo – Engenheiro Agrônomo
09h50: Pivot: Levando tecnologia ao Campo – Leonardo Jacinto
10h: Debate
10h20: Coffee Break

Painel 3: Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Pecuária
10h35: Alta Produtividade na Integração Lavoura-Pecuária com Sistemas Irrigados – Dirceu Broch consultor da MS Integração
11h15: Ágil: Regularizando propriedades rurais – Fernando Godoy
11h25: O impacto da irrigação da pastagem nos resultados de sistemas de produção pecuária – Adilson de Paula Almeida Aguiar – Consultor Consupec e professor da Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu)
12h05: Espaço patrocinador
12h15: Debate
12h35: Intervalo para almoço

 Painel 4: Alternativas Energéticas para a Irrigação

14h: Plano Estratégico de Investimentos da ENEL GOIÁS para o setor rural – representante
14h20: Sistemas de geração de energia fotovoltaica e a sua regulamentação – José Carlos engenheiro eletricista e diretor executivo da MTEC Energia
15h: Avanço da energia fotovoltaica no campo – Vitor Gaiardo engenheiro eletricista e produtor rural
15h40: Programas de Financiamento direcionados para energias renováveis e irrigação em Goiás –Danilo Ferreira Gomes – Secretário Executivo do FCO
16h: Espaço patrocinadores
16h30: Debate e Encerramento
16h50: Coffee Break

Texto: Juliana Barros
Foto: Divulgação 

 

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