Pesquisadores do The Land Institute (Kansas, Estados Unidos) relataram o desenvolvimento de uma variedade de cereais que ‘nunca morre’. Conhecido como Kernza ele é um híbrido derivado de grama de trigo, com grãos muito pequenos, sua planta seria ‘imortal’ e foi desenvolvida para suportar os efeitos drásticos da mudança climática.
É um grão que não precisa ser replantado após a época de colheita, porque a planta pode regredir repetidamente à medida que suas raízes se aprofundam sob o solo. Suas raízes podem se estender mais de duas vezes a profundidade de um trigo convencional, conseguindo também maior densidade. Isso ajuda a reduzir a emissão de carbono do solo que ocorre durante a colheita e a semeadura das sementes. Até hoje, a Kernza é cultivada em 500 hectares de terra no Kansas.
Como os pesquisadores relataram, o Kernza cresce melhor nas latitudes mais frias. Embora a pastagem de trigo intermediária tenha sido consumida na antiguidade, as novas variedades de Kernza podem permitir que os agricultores a façam de forma lucrativa e traga seus benefícios ambientais para fazendas e dietas modernas.
Uma empresa de alimentos já preparou um cereal para o café da manhã, criado a partir da Kernza. O projeto recebeu fundos do Instituto de Terras para a produção em grande escala dessa cultura. Outra empresa internacional desenvolveu um novo tipo de cerveja usando o Kernza. Centros de alimentação nos Estados Unidos também estão usando farinha do cereal para massas, pão e pizza, e os comentários dos consumidores são positivos.
Fonte: Agrolink/ Por: Leonardo Gottems



