A Bayer garante, com base em centenas de estudos científicos, a segurança do ingrediente ativo, que foi adquirido por ocasião da fusão com a Monsanto no ano passado. A empresa enfrenta, desde então, uma batalha jurídica em diversas frentes com 42.700 autores de processos em várias partes do mundo acusando o Roundup de causar câncer.
“A Bayer respeita e compartilha o interesse do governo mexicano em proteger agricultores e consumidores. Infelizmente, a decisão de proibir as importações de glifosato não ajudará a melhorar a segurança alimentar, a segurança ou a sustentabilidade no país”, afirmou a Bayer em comunicado oficial.
Outra preocupação vem da parte dos próprios agricultores mexicanos, que projetam um grande aumento do custo de produção com a proibição da importação do herbicida. De acordo com produtores locais, o cultivo de milho poderia ser suspenso e o de abacate teria o custo de cultivo do hectare dobrado.
Além do México, outros países impuseram medidas contra o glifosato: os legisladores da Áustria votaram em julho para banir a substância a partir de janeiro próximo. Outros nações europeias estudam revogar a autorização do agroquímico ao final da licença atual, que vai até o final de 2022.
Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems
Crédito: Anvisa