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Embaixada premia brasileiro por inovação e empreendedorismo

O presidente e CEO da ISCA, Agenor Mafra-Neto, Ph.D., é o ganhador do prestigioso Prêmio da Diáspora Brasileira, que será entregue em uma cerimônia hoje (06.12) na Embaixada do Brasil em Washington, D.C. A láurea do governo brasileiro reconhece expatriados excepcionais por suas contribuições à ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo, bem como por criar uma imagem positiva do Brasil no mundo todo.

Cidadão do Brasil e dos Estados Unidos, o Dr. Mafra-Neto moderará um painel de especialistas sobre inovações em tecnologia agrícola e mais tarde receberá o prêmio, durante uma cerimônia. “Sinto-me honrado em ser reconhecido pela Embaixada do Brasil”, disse Mafra-Neto, que agora mora em Riverside, Califórnia.

“O Brasil sempre esteve na vanguarda das inovações agrícolas necessárias para alimentar o mundo. A agricultura como a conhecemos está atingindo seu limite, mas as transformações necessárias estão chegando. A ciência e a indústria estão unindo forças para responder às crescentes necessidades da sociedade de suprimentos seguros de alimentos, além de preservar o meio ambiente. Estamos encontrando um caminho”, completou.

O Dr. Mafra-Neto cresceu perto das fazendas de sua família no Rio Grande do Sul, onde desenvolveu um amor pela agricultura e pela biologia. Como estudante de graduação da Universidade de Campinas, em São Paulo, ele conheceu o poder inexplorado de feromônios e outros semioquímicos – compostos naturais emitidos por plantas e animais que afetam o comportamento dos animais – para controlar insetos problemáticos sem causar danos ao meio ambiente.

Enquanto também atuava como pesquisador associado sênior da Universidade da Califórnia em 1996, ele formou a ISCA Technologies para fornecer semioquímicos para produtores em todo o mundo. Hoje, a ISCA Global reúne pessoas talentosas para desenvolver inovações e expandir seu alcance a fim de atender às demandas mundiais de controle seguro de pragas que reduzem o uso de pesticidas tóxicos convencionais.

O conhecimento científico e a experiência da diáspora brasileira podem beneficiar o desenvolvimento do Brasil, desde que existam redes abertas e conectadas.

“Como pesquisador brasileiro, fui para o exterior em busca de conhecimento e obter meu Doutorado. Tornei-me acadêmico e depois empreendedor. É muito mais fácil criar pontes de conhecimento atualmente do que quando saí. A internet facilitou a criação de uma comunidade dinâmica e globalmente interconectada, facilitando a colaboração transfronteiriça independente da distância. As viagens aéreas nos permitem estar em todo o mundo da noite para o dia. Hoje, eu interajo estreitamente com centenas de cientistas – estrangeiros e brasileiros –, trabalhando em problemas específicos, desenvolvendo soluções semioquímicas de controle de vetores para agricultura no Brasil e em outros lugares, criando e trocando conhecimento. Ao final se trata sempre de pessoas, são elas que transformam o mundo com suas iniciativas e visões de mundo”, conclui Mafra-Neto.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems

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PIB do agronegócio deve crescer 3% em 2020 Há uma tendência de alta dos custos de produção Imagem créditos: DivulgaçãoPor: AVICULTURA INDUSTRIAL Publicado em 06/12/2019 às 10:21h. 25 ACESSOS A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê para 2020 uma alta do Valor Bruto da Produção (VBP), crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, maior possibilidade de financiamento privado para o setor e maior atuação da entidade na área internacional. As estimativas foram apresentadas na quarta (4), durante o encontro anual com jornalistas, em Brasília, para divulgar o balanço de 2019 e as perspectivas para o ano que vem do setor agropecuário. Concederam entrevista o presidente da CNA, João Martins, o superintendente técnico, Bruno Lucchi, e a superintendente de Relações Internacionais, Lígia Dutra. De acordo com a CNA, a expectativa para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede a receita do setor “dentro da porteira”, é de uma alta de 9,8% em 2020 em relação a 2019. Assim, o faturamento do setor pode chegar a R$ 669,7 bilhões. O resultado será puxado pela pecuária, que deve crescer 14,1% e alcançar o valor de R$ 265,8 bilhões, o que indica que 2020 será o ano do setor, com perspectivas de aumento da produção. Para a carne bovina, a estimativa é de expansão de 22,2% no VBP do próximo ano na comparação com 2019, atingindo uma receita de R$ 129,1 bilhões. Também há previsão de alta para o VBP de outras proteínas animais, como os suínos (9,8%), pecuária de leite (7,5%) e frangos (7,1%). Já a agricultura, que teve queda em 2019, terá recuperação em 2020 e o VBP deve subir 7,2%, alcançando R$ 403 bilhões. O principal destaque do VBP agrícola será a soja, com alta de 14,1%. A oleaginosa deve encerrar 2020 com faturamento de R$ 165,2 bilhões, impulsionada pelo aumento dos preços e da produção. O milho também terá crescimento (3,3%), por causa da valorização dos preços, assim como a cana-de-açúcar (7,1%). Para 2019, a expectativa é de estabilidade no VBP em relação a 2018, encerrando o ano em R$ 609,7 bilhões, com a pecuária em crescimento (7%) e a agricultura com previsão de queda de 4%. PIB – O Produto Interno Bruto do agronegócio deve crescer 3% em 2020 em relação a 2019. Apesar da maior estimativa de produção agropecuária para o ano que vem, há uma tendência de alta dos custos de produção, o que poderá impactar a renda do produtor rural em 2020. Os custos de produção da soja, por exemplo, devem ter elevação recorde na safra 2019/2020, entre outros motivos porque grande parte dos fertilizantes foi negociada a preços acima do que em safras anteriores. Em 2019, o PIB deve crescer 1% em relação a 2018. Safra – A expectativa da CNA para a safra 2019/2020 é de produção recorde de grãos e fibras devido às condições climáticas normais sem a incidência dos fenômenos El Niño e La Niña. Este fator traz mais ânimo aos produtores, pois em períodos com essas características dificilmente há perdas de produção provocadas por estiagem ou excesso de chuvas. Carne – Os preços da arroba bovina tiveram um pico em novembro, chegando ao recorde de R$ 230 em São Paulo. Entre os motivos estão a estiagem prolongada, que reduziu a oferta de pasto nas propriedades, e o aumento das exportações para a China, que enfrentou problemas de abastecimento com a Peste Suína Africana (PSA) e foi obrigada a importar proteínas animais de vários outros países, incluindo o Brasil. Por outro lado, o consumo doméstico apresentou sinais de recuperação em função da melhoria da economia e proximidade das festas de final de ano. Crédito e política agrícola – Para 2020, a expectativa de melhoria dos indicadores macroeconômicos pode alavancar o financiamento privado para o agro. O comportamento da taxa Selic e da inflação podem criar um ambiente favorável para o setor e estimular maior concorrência entre as instituições de crédito. Neste contexto, a CNA também vai apresentar em 2020 uma proposta de Plano Plurianual Agropecuário para auxiliar o governo a construir uma estratégia de planejamento de médio prazo para a política agrícola brasileira. A ideia é dar mais previsibilidade ao setor, aprimorar os instrumentos de gestão de riscos como o seguro rural e dar mais segurança jurídica com a melhoria do ambiente de negócios para proporcionar a melhoria de renda ao produtor rural.
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