Faltando pouco menos de dois meses para o principal evento da cadeia orizícola no Rio Grande do Sul, a Federação das Associações dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), dá os toques finais na programação. A 36° Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, terá atividades técnicas e troca de conhecimento, de 24 a 26 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). Este ano, o evento mudará a dinâmica tradicional, tendo uma abertura institucional no primeiro dia e o ato simbólico da colheita da lavoura Breno Prates, no encerramento, no terceiro dia.
Com o objetivo de reforçar o compromisso do setor arrozeiro com a análise crítica do cenário atual e a construção de alternativas para o futuro da atividade, a Federarroz organiza uma série de debates que serão realizados no Auditório Frederico Costa e que reunirão lideranças, especialistas e representantes de diferentes elos da cadeia produtiva, com foco em mercado, renda, economia, inovação, cooperativismo e competitividade.
Entre os temas centrais está a conexão entre campo e mercado, com análises sobre o contexto atual da produção, as perspectivas para os arrozeiros e o papel das instituições na construção de estratégias sustentáveis. A programação também contempla momentos institucionais relevantes para o setor, como a homenagem Pá do Arroz e a reunião da Câmara Setorial do Arroz, fortalecendo o diálogo entre produtores, entidades e poder público.
A diversificação da renda aparece como um dos eixos estratégicos dos debates, com painéis dedicados a alternativas produtivas e energéticas que podem complementar a atividade orizícola. A proposta é apresentar experiências e modelos capazes de ampliar a resiliência econômica das propriedades, especialmente em um cenário de desafios recorrentes.
Outro destaque da programação é o aprofundamento das discussões sobre finanças, economia e gestão. Serão apresentados cases empresariais e análises macroeconômicas, além de reflexões sobre os impactos da reforma tributária na cadeia produtiva do arroz, tema considerado decisivo para o planejamento e a competitividade do setor nos próximos anos.
A troca de experiências internacionais e a valorização da inovação também integram o conteúdo do evento, com abordagens sobre pesquisa, desenvolvimento de novas variedades e análise sensorial do arroz, ampliando a visão dos produtores sobre tendências globais e oportunidades de diferenciação.
O cooperativismo e a inserção do arroz gaúcho no mercado externo ganham espaço em painéis que apresentam experiências bem-sucedidas de exportação, reforçando o papel das cooperativas como agentes de organização, escala e acesso a novos mercados. A programação se completa com reflexões sobre os desafios e as perspectivas do agronegócio brasileiro, contextualizando a cadeia do arroz dentro do cenário nacional.
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, pontua que as palestras e painéis que a entidade construiu para esta edição da Abertura da Colheita reafirmam o compromisso da entidade com o futuro do setor. “Cada tema foi escolhido para oferecer ao produtor aquilo que realmente faz diferença, formação qualificada, análise profunda e caminhos concretos para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador”, afirma.
Na opinião de Nunes, esses debates aproximam o campo do mercado, fortalecem a relação entre pesquisa e produção e ampliam a capacidade de decisão de quem está na lavoura. “Ao reunir lideranças, especialistas e instituições que moldam o agro brasileiro, criamos um ambiente de diálogo que inspira, orienta e projeta o arroz gaúcho para um novo patamar de competitividade. As palestras e painéis não são apenas parte da programação, são um instrumento estratégico para preparar o setor, alinhar visões e construir juntos soluções que garantirão a sustentabilidade e o crescimento da nossa cadeia produtiva nos próximos anos”, complementa o dirigente.
Fonte: AgroEffective Assessoria de Imprensa



