De acordo com ele, essa economia nos custos de produção é ressaltado na cana-de-açúcar pelo fato de se tratar de uma cultura semiperene, com grandes ciclos produtivos. “Essas características favorecem o uso dos produtos biológicos por terem um residual maior, aumentando a possibilidade se fazer menos aplicações. Além disso, os biológicos tendem a ser mais baratos que os químicos”, explica.
Lopes salienta que o controle biológico para cana é utilizado há muitos anos no Brasil e sua efetividade já está mais que comprovada. O gerente da Koppert lembra que são utilizados tanto macro quanto microbiológicos no combate de várias pragas e doenças. Entre esses agentes, o mais conhecido é o Trichogramma galloi, uma microvespa parasitóide de ovos que evita o ataque da broca-da-cana (Diatrea sacchralis) nos colmos da planta.
A Koppert informa que tratou, na safra 2017/2018, nada menos que dois milhões de hectares de cana-de-açúcar. Isso representa um aumento de 160% em relação à temporada anterior (2016/2017). Mesmo com esse avanço, Lopes acredita que o uso do controle biológico pode ser ainda mais expressivo na cultura, e destaca para tanto três produtos específicos: Galloibug, que atua sobre a broca-da-cana, o Metarril, inseticida que controla a cigarrinha da raiz e o Trichodermil, fungo com ação fungicida e nematicida.
Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems
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