Sobre a qualidade do tabaco da safra 2019/2020, Werner diz que, até o momento, “temos uma previsão, para fim de novembro, dezembro e janeiro, de chuvas mais regulares durante o desenvolvimento do tabaco em quase todas as regiões, nessa safra. Em todas as culturas, a qualidade e produtividade dependem de chuvas regulares e também de períodos de sol e, para o tabaco, o sol não pode ser tão escaldante, principalmente, se a planta tem uma certa carência de umidade, caso em que tem tendência de causar perda na qualidade”. Porém, o dirigente enfatiza que a qualidade e a produtividade da planta devem ser acompanhadas no dia a dia, levando-se em conta os cuidados e os períodos de colheita, cujas informações são passadas aos fumicultores pelos orientadores das empesas fumageiras. “A colheita está em torno de 14%, levando-se em consideração os três estados produtores do Sul do Brasil. No entanto, no Vale do Rio Pardo, já se tem 32% colhido. Já no litoral catarinense, a colheita está em 60%. As regiões mais tardias de plantio e colheita são o Sul do Rio Grande do Sul, o Planalto Norte catarinense e o Centro-Sul do Paraná”.
Após a conclusão do custo de produção, apurado pela Afubra junto com as Federações dos Sindicatos Rurais (Farsul, Faesc e Faep) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep), o próximo passo é a negociação do preço do tabaco para a safra 2019/2020. “Estamos em contato com as empresas fumageiras para marcarmos as reuniões individuais. Cremos que estas devam ocorrer na primeira quinzena de dezembro”, finaliza Werner. As negociações devem ocorrer novamente, de forma individual, entre a Comissão de Representação dos Produtores e cada fumageira.
Fonte: Afubra