A pecuária brasileira, pilar econômico e o maior protagonista no mercado global de carne bovina, responsável por cerca de 20% de toda a produção mundial, enfrenta um inimigo invisível de alto impacto: os parasitas. Mais que um incômodo sanitário, a infestação parasitária impõe um custo oculto e contínuo que mina a rentabilidade das fazendas, afeta a saúde dos animais e compromete o posicionamento do Brasil em mercados exigentes.
Estudos de instituições do setor constantemente evidenciam a magnitude desses prejuízos. Segundo levantamento publicado em 2025 pela Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, os parasitas podem causar um prejuízo de até R$ 70 bilhões à pecuária nacional anualmente. Isso ocorre, pois, a atividade parasitária gera um ciclo de perdas significativas ao animal: menor ganho de peso, redução na produção de leite e carne, queda na eficiência reprodutiva e maior suscetibilidade a outras doenças, elevando custos com medicamentos. Em casos graves, pode levar à mortalidade ou descarte, corroendo margens de lucro e impactando diretamente a competitividade do produtor.
O impacto se estende à saúde e ao bem-estar dos animais. Parasitas causam desconforto, estresse crônico, anemia e imunossupressão, tornando animais debilitados mais vulneráveis e menos produtivos. O controle é vital não apenas para a produtividade, mas para a qualidade do rebanho e a entrega de produtos superiores, alinhando-se às expectativas de mercados que valorizam o bem-estar animal e a sustentabilidade.
“O controle de parasitas na pecuária não deve ser visto como uma despesa, mas um investimento estratégico essencial e contínuo para a viabilidade econômica”, destaca Filipe Fernando, diretor da unidade de negócios de grandes animais da Boehringer Ingelheim. “As consequências de uma infestação se traduzem em perdas financeiras e degradação sanitária do rebanho. Produtores que adotam um manejo proativo blindam sua produtividade e asseguram a competitividade de seus negócios”, complementa o executivo.
Adicionalmente, os pecuaristas devem ter atenção redobrada com os parasitas internos, como nematódeos gastrintestinais, uma vez que sua detecção visual direta é inviável, dificultando seu controle. “Esse tipo de agente patogênico representa cerca de 50% das perdas econômicas na pecuária, segundo estimativas de mercado, sendo ainda mais perigoso que os parasitas externos. Por isso, uma estratégia preventiva e eficaz é tão recomendada para minimizar riscos, principalmente quando entendemos a dimensão do mercado brasileiro de bovinocultura de corte, com um valor bruto de produção de mais de R$205 bilhões, de acordo com o MAPA”, explica o executivo.
Nesse contexto, a indústria de saúde animal busca inovar com ferramentas eficientes para o controle parasitário, com produtos como Ivomec® e Topline®. “A presença de soluções robustas e eficazes é crucial para que o pecuarista possa traduzir o conhecimento sobre o manejo parasitário em resultados efetivos no campo”, afirma Filipe. “Esses produtos consolidaram-se como pilares no combate aos parasitas, contribuindo diretamente para a saúde dos animais e, por consequência, para a rentabilidade da fazenda”, finaliza.
Assim, a pecuária exige uma abordagem estratégica e contínua no combate aos parasitas, que vai desde o diagnóstico preciso e o uso racional de antiparasitários, até o manejo adequado de pastagens e a adoção de boas práticas. É a partir dessa visão holística e tecnicamente embasada, aliada à disponibilidade de soluções inovadoras da indústria, que o setor poderá não apenas mitigar perdas, mas também garantir a sanidade, o bem-estar e a sustentabilidade lucrativa do agronegócio brasileiro.
Fonte: Breno Beham



