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Estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam potencial do milho segunda safra

A colheita da safra de verão de milho está caminhando para o final e a produção da safrinha está a todo vapor na maior parte do Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é produzir, no total, 138,4 milhões de toneladas, sendo a primeira com 26,7 milhões de toneladas e a segunda com 109,3 milhões de toneladas. Entretanto, para atingir o potencial máximo, os produtores devem se atentar para os estresses climáticos e nutricionais, que têm impacto direto no desempenho do milho segunda safra, especialmente por coincidir com um período de maior risco hídrico e térmico nas regiões produtoras. 

“Déficit de chuvas, altas temperaturas e variações bruscas de clima podem comprometer etapas decisivas do desenvolvimento da cultura, como pendoamento e enchimento de grãos. Quando a planta enfrenta falta de água nesse período, reduz a taxa fotossintética e prioriza sua sobrevivência, o que resulta em menor acúmulo de matéria seca e, consequentemente, grãos mais leves”, alerta o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica. 

Além disso, solos em desequilíbrio nutricional limitam o potencial produtivo, mesmo quando as condições climáticas não são tão severas. Dessa forma, o estresse nutricional, muitas vezes silencioso, afeta diretamente a formação e o enchimento dos grãos. 

De acordo com o especialista da BRQ, os macros e micronutrientes essenciais, são fundamentais para o metabolismo da planta, translocação de fotoassimilados e compostos orgânicos, como açúcares, produzidos durante a fotossíntese nas folhas até a espiga. A deficiência desses nutrientes pode reduzir o número de grãos por espiga e, principalmente, o peso final dos grãos, impactando a produtividade e a rentabilidade do produtor.  

“Para minimizar esses impactos, o manejo correto deve começar antes mesmo da semeadura. A escolha do material genético adaptado à região e com maior tolerância ao estresse hídrico é uma importante decisão estratégica. O planejamento da janela de plantio, respeitando o zoneamento agrícola, ajuda a reduzir a exposição da lavoura a períodos críticos de seca ou frio intenso. Além disso, recomenda-se a utilização de tecnologias que atuam desde o tratamento de sementes até as fases mais exigentes do desenvolvimento da planta”, afirma Neves. 

Para ajudar os agricultores a superar esses desafios, a BRQ Brasilquímica desenvolveu soluções para cada etapa do ciclo de cultivo. No tratamento de sementes ou sulco de semeadura, a combinação de soluções nutricionais e ativadores fisiológicos, como AminoSpeed Leg, associada a QualyOrgano Organik e a integração ao biológico Bacill Mix, favorece o arranque inicial da cultura, promovendo maior vigor e uniformidade desde a emergência. 

Já na fase vegetativa, o uso de tecnologias como AminoSpeed 8.0 e AminoSpeed Fertitop contribui para o equilíbrio nutricional e o melhor desempenho metabólico da planta, enquanto soluções como QualyFol UV Tech atuam como protetor solar, auxiliando a mitigação dos efeitos da radiação excessiva e do estresse térmico. 

“O manejo integrado, que considera clima, solo e nutrição com soluções eficientes de forma conjunta, é o caminho para reduzir perdas, preservar o peso dos grãos e garantir maior estabilidade produtiva no milho safrinha”, ressalta o agrônomo Bruno Neves. 

Fonte: Viviane Passerini – Grupo Texto

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