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Ataque à logística do agro: invasão em terminal da Cargill ameaça segurança e economia

A invasão do terminal portuário operado pela Cargill em Santarém ocorreu entre a noite de 20 de fevereiro e a madrugada de 21 de fevereiro de 2026, quando manifestantes indígenas ocuparam as instalações, forçando a retirada de funcionários e interrompendo totalmente as operações logísticas no local.

Esse não foi um ato isolado de protesto, mas uma escalada nas ações que já vinham em curso desde 22 de janeiro de 2026, quando grupos indígenas começaram a bloquear o acesso ao terminal em protesto contra o decreto federal que abre espaço para dragagem e concessões nas hidrovias amazônicas — uma medida que, na visão dos povos originários, ameaça modos de vida tradicionais e o meio ambiente.

A ação elevou o nível de conflito entre comunidades indígenas, setor empresarial e o governo, refletindo tensões maiores sobre prioridades econômicas versus direitos territoriais e preservação ambiental.

Em NOTA OFICIAL o Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o Deputado Pedro Lupion destacou:

” A invasão do terminal da Cargill, no Porto de Santarém (PA), é um ato ilegal e incompatível com o Estado Democrático de Direito.

A ocupação forçada de instalações privadas extrapola qualquer forma legítima de manifestação e configura prática inadmissível, sobretudo quando busca impor paralisação coercitiva de atividades essenciais.

O ordenamento jurídico brasileiro garante o direito de manifestação, mas não autoriza a invasão de propriedade nem a interrupção forçada do funcionamento de empresas.

A estabilidade das relações institucionais, a segurança jurídica e a proteção da propriedade são pressupostos indispensáveis à convivência democrática”.

 

Da Redação

Foto: G1

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