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Suplementação de bovinos de corte garante mais carcaça e acabamento

O Brasil está entre os maiores produtores de carne bovina do mundo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carne bovina deve alcançar 10,4 milhões de toneladas em 2025. Apenas em novembro deste ano, o país embarcou 356 mil toneladas para exportação, um crescimento de 36,5% em relação ao mesmo mês de 2024, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec 2025).

Esse desempenho é reflexo de uma combinação de fatores, como adequada nutrição, controle sanitário, avanços em melhoramento genético e uma gestão cada vez mais profissional das propriedades rurais. Moraes, S. da S. (2023), destaca em pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que a suplementação durante a recria aliada aos sistemas de engorda intensiva é determinante para antecipar o peso de abate e elevar a produtividade de bovinos.

“O ganho de peso diário (GPD) é um ótimo indicador para avaliar os dados zootécnicos, programas nutricionais e auxiliar nas tomadas de decisões gerenciais. No entanto, quando suplementamos os animais com proteicos, proteicos energético e rações, estamos também aumentando as magnitudes de GPD em carcaça (GPDc), sendo o peso em carcaça a medida pelo qual o pecuarista é remunerado. O GPD vivo inclui órgãos e conteúdo ruminal em sua composição, porém, quem paga de fato a conta é a carcaça”, explica o zootecnista Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos de corte da MCassab Nutrição Animal.

Outro aspecto importante é que o aumento do nível de suplementação reduz o conteúdo ruminal. Isso faz com que o ganho de peso vivo nem sempre cresça na mesma proporção da suplementação oferecida. “Por sua vez, no abate conseguimos aferir com mais precisão o efeito dos diferentes níveis de suplementação no desempenho dos animais, pois quantificamos os efeitos da suplementação no peso da carcaça. ”

Dórea (2010) demonstrou que a suplementação de bovinos de corte em pasto promove decréscimo linear no consumo de forragem, sendo que a magnitude dessa redução depende do nível da suplementação. “De acordo com a estratégia e os objetivos da fazenda, esse efeito pode ser utilizado a favor da operação, promovendo aumento no desempenho por indivíduo e/ou por área”, destaca o especialista.

A suplementação também influencia o acabamento da carcaça. Dietas com mais energia favorecem o acúmulo de gordura subcutânea e intramuscular, características valorizadas pelos consumidores por contribuírem para uma carne mais macia e saborosa.

Suplementar não significa apenas aumentar o ganho de peso vivo. “Suplementar é aumentar a eficiência da operação, aumentar a produção de carcaça, mudar a composição do ganho, como também melhorar o acabamento”, ressalta o coordenador técnico de bovinos de corte da MCassab.

Fonte: Graziele Oliveira – Grupo Texto 

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