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Brasil terá primeira pós-graduação em fertirrigação de alta performance

O mercado do agronegócio brasileiro ganha este ano um reforço inédito na qualificação técnica: o lançamento da Fertileader, a primeira pós-graduação do país totalmente dedicada à fertirrigação de alta performance. O curso é fruto de uma parceria estratégica entre a AGREDU, startup de educação do setor agro, e o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR); que oferta a graduação em Agronomia desde 1999 e foi pioneira no Brasil a ofertar o curso noturno, em 2003.

A formação nasce para atender a uma demanda crescente do agronegócio por eficiência no uso de recursos, aumento sustentável dos tetos produtivos e maior previsibilidade em sistemas irrigados.

“A fertirrigação de alta performance permite sair de um manejo empírico ou reativo para um manejo técnico, estruturado e orientado por dados. Quando água e nutrientes são aplicados de forma integrada, na dose correta e no momento fisiologicamente adequado, o produtor passa a extrair o máximo potencial do sistema produtivo, com ganhos consistentes em produtividade, eficiência operacional e uso racional dos insumos”, explica Rodrigo Dal Sasso, coordenador do curso.

Diferenciais, tecnologia e prática

O curso é voltado para engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, consultores, profissionais da irrigação, produtores rurais e interessados em geral. A capacitação é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e a certificação é válida nacionalmente como pós-graduação lato sensu. Mas para democratizar o acesso, não é obrigatório ter graduação para participar. Neste caso, ao término dos estudos, os alunos receberão um certificado técnico.

Com modelo 100% online, a pós-graduação oferece aulas ao vivo quinzenais no período noturno, facilitando a rotina de quem trabalha no campo. As aulas também ficarão gravadas para consulta posterior e o curso terá duração aproximada de 10 meses.

Sem TCC e com ajuda da I.A.

Com o objetivo de ser prático e acessível, o curso traz outros diferenciais para o mercado acadêmico:

· Fim do TCC: O trabalho de conclusão tradicional é substituído por um Projeto Aplicado, focado na resolução de problemas reais do cotidiano do aluno.

· Suporte de IA: Os estudantes terão acesso ao “Léo”, um agente de Inteligência Artificial treinado especificamente com o conteúdo do curso para suporte imediato.

· Módulo Internacional Opcional: Os alunos poderão optar por uma imersão na Universidade de Nebraska (EUA), considerada o berço mundial da irrigação.

· Corpo Docente: Conta com referências como o professor Everardo Chartuni Mantovani, uma das maiores autoridades do país no tema.

O que é a fertirrigação?

É uma técnica que permite à planta receber água e nutrientes na medida exata e no momento ideal. Diferente da adubação convencional, a fertirrigação utiliza a infraestrutura de irrigação (seja pivô central, gotejamento ou microaspersão) como uma “veia” para nutrir a lavoura.

Entre os principais benefícios estão:

· Eficiência Nutricional: Os nutrientes chegam prontos para serem absorvidos pelas raízes, reduzindo perdas por volatilização ou lixiviação.

· Redução de Desperdícios: Com o uso tecnologias específicas e dados, aplica-se apenas o necessário e no momento certo, economizando insumos e água.

· Aumento de Produtividade: Em diversas culturas como grãos, cana-de-açúcar, café e hortifrúti, o manejo controlado pode até dobrar os resultados por hectare.

· Sustentabilidade: Menor impacto ambiental devido ao uso racional de fertilizantes químicos e também não há a compactação do solo.

Em quais lavouras pode ser aplicada?

A fertirrigação pode ser utilizada na maioria das lavouras, desde que o sistema de irrigação seja adequado e o manejo corretamente dimensionado. Culturas como café, frutas, hortaliças, grãos, pastagens e cana-de-açúcar já apresentam excelentes resultados com a prática, segundo alguns estudos.

Os investimentos necessários para implementar a fertirrigação variam conforme o sistema de irrigação, a cultura, o nível tecnológico e o grau de profissionalização do manejo.

“Mais do que comparar custos entre diferentes sistemas, o ponto central é avaliar o retorno agronômico e operacional do investimento. Projetos bem dimensionados, associados a um manejo preciso de irrigação e fertirrigação reduzem perdas, aumentam a eficiência dos fertilizantes e ampliam o teto produtivo. Essa lógica de decisão técnica e econômica é um dos pilares trabalhados de forma prática ao longo do curso”, ressalta Dal Sasso.

Números e potencial de crescimento

Dos cerca de 84 milhões de hectares cultivados por lavouras no Brasil, cerca de 10% são irrigados atualmente, segundo o Atlas Irrigação – Uso da Água na Agricultura Irrigada, publicado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Estudos realizados pela ANA e pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional indicam que o Brasil tem potencial irrigável de até 55 milhões de hectares.

Mundialmente o país está em sexto lugar em área irrigada, segundo dados de 2023 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês). A liderança é da Índia com 79,3 milhões de hectares, seguida pela China (71,6 milhões de hectares), Turcomenistão (28,1 milhões de hectares), Estados Unidos (22,2 milhões de hectares) e Paquistão (19,5 milhões de hectares).

Inscrições e desconto de lançamento

O início das aulas da primeira pós-graduação do Brasil totalmente dedicada à fertirrigação de alta performance está previsto para o final de fevereiro. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site https://lp.agredu.com/

Para o lançamento, há uma condição promocional: o uso do cupom IRRIGA40 garante 40% de desconto no valor total do curso. Com o benefício, o investimento pode ser parcelado em até 24 vezes de R$ 500,00 ou quitado à vista por R$ 9 mil.

Fonte: Mem Comunicação – Marlise Groth Mem

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