O avanço do abate de fêmeas em 2025 tem acendido um sinal de alerta para a próxima fase do ciclo pecuário brasileiro. Em Mato Grosso, maior estado produtor do país, o número de fêmeas abatidas chegou a 3,61 milhões de cabeças, crescimento de 4,3% em relação a 2024, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). No total, foram 7,46 milhões de bovinos abatidos, volume recorde histórico no estado.
Mais do que o número absoluto, o perfil dos animais enviados ao abate reforça uma sinalização de redução na oferta de bezerros. Além das matrizes, houve aumento expressivo no abate de novilhas, movimento que tende a comprometer a reposição do rebanho e consequentemente reduzir a oferta de gado terminado nos próximos anos. Para 2026, a projeção é de um cenário mais ajustado, com potencial impacto positivo sobre os preços do boi gordo.
Segundo Bruno Freitas, médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, esse contexto exige decisões cada vez mais estratégicas dentro da porteira: “Quando o ciclo aponta para menor disponibilidade de bezerros, cada arroba passa a ter ainda mais valor. Isso faz com que falhas no manejo reprodutivo tenham impacto direto na sustentabilidade e na rentabilidade do sistema”, explica.
Em períodos de alta do ciclo pecuário e de maior pressão sobre a reposição — cenário comum após fases de abate elevado de fêmeas — o manejo reprodutivo eficiente passa a ser uma das principais alavancas para incrementar a rentabilidade da fazenda. Tecnologias de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) permitem aumentar a taxa de prenhez, reduzir intervalos entre partos e acelerar o ganho genético, resultando em mais bezerros e maior peso à desmama, consequentemente produtos de maior valor agregado.
“A eficiência reprodutiva deixa de ser apenas um diferencial técnico e passa a ser uma oportunidade econômica. Produzir mais bezerros, em menos tempo e com maior mérito genético é fundamental para aproveitar ao máximo a alta do ciclo pecuário”, destaca Freitas.
Nesse contexto, a Linha de Reprodução da Ourofino Saúde Animal se posiciona como uma ferramenta completa e estratégica para o manejo reprodutivo de bovinos. As soluções permitem padronizar protocolos de IATF, melhorar o controle do ciclo reprodutivo das fêmeas e otimizar os índices de prenhez.
“Protocolos bem estruturados, com soluções adequadas para cada categoria animal, ajudam o pecuarista a planejar melhor a estação de monta e a extrair maior eficiência das fêmeas disponíveis, mesmo em um ambiente de maior pressão sobre a reposição”, reforça o médico-veterinário.
Nesse ambiente de maior complexidade, o foco em eficiência reprodutiva se consolida como um dos principais pilares para maximizar a rentabilidade em fases de alta do ciclo pecuário. Estratégias bem planejadas permitem preservar a base produtiva do rebanho e posicionar o produtor de forma mais competitiva para capturar oportunidades com a alta nos preços do bezerro.
“Quem investe em eficiência reprodutiva agora tende a estar mais preparado para aproveitar a fase de alta no ciclo pecuário, quando o preço do bezerro dispara e as margens da atividade de cria tornam-se mais favoráveis”, conclui Freitas.
Fonte: Fernanda Chiossi



