Nos últimos dois anos, a economia brasileira tem enfrentado um período de crescimento mais lento e maior volatilidade, refletido na desaceleração do ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e em incertezas macroeconômicas mais amplas. Esse cenário desafiador exigiu adaptação e resiliência, especialmente das empresas do setor agropecuário, características que têm se consolidado como diferenciais da Agroallianz para sustentar seu crescimento contínuo no País.
Após o primeiro ano dedicado à construção da identidade da marca, com a oficialização da joint venture que uniu a indústria alemã DVA à cooperativa brasileira Coopercitrus, resultando na criação da Agroallianz, a empresa já começou a colher os primeiros frutos. Segundo Thiago Pedroso, novo CEO da companhia, que assumiu o comando no último ano, 2025 teve como foco principal a ampliação dos registros de produtos.
“Os registros próprios da Agroallianz fortaleceram o movimento da joint venture ao gerar, de fato, uma sinergia comercial, proporcionando maior celeridade aos processos”, afirma o executivo.
A estratégia adotada mostrou-se eficiente, refletindo-se em números positivos em 2025 e em avanços na contramão do mercado. “Obtivemos um crescimento de 40% no ano de 2025 frente ao ano anterior com crescimento de margem. Esse resultado foi impulsionado, principalmente, pelos registros de produtos próprios”, destaca Pedroso. “Além disso, alianças comerciais estratégicas trouxeram inovação ao segmento B2B, contribuindo de forma protagonista para o desempenho alcançado”, complementa.
Crescimento consolidado
Entre 2024 e 2025, a Agroallianz apresentou um crescimento expressivo em seu faturamento. O resultado reforça a evolução consistente da empresa e a assertividade da estratégia adotada no período.
“Nosso movimento foi contrário ao do mercado. Além de crescermos em receitas, avançamos também em margem absoluta”, ressalta o CEO.
Ainda segundo o executivo, a diferenciação que a Agroallianz assume como propriedade é a agilidade nos processos de registro, desenvolvendo misturas que o mercado ainda não possui, sempre atreladas ao conceito de pós-patente, da mesma forma que trabalhamos com especialidades. “Desde o primeiro ano, a linha de especialidades tem representado um percentual superior ao padrão de mercado, que normalmente varia entre 10% e 12% do faturamento em defensivos”, explica Pedroso.
Em 2025, o portfólio de crop protection (defensivos) da empresa contou com o lançamento de 52 produtos, dos quais 13 foram registrados como soluções próprias da Agroallianz. “Também temos sinergia com a indústria que integram nossa estrutura, como na linha de especialidades, por exemplo, são mais de 27 produtos no portfólio, entre adjuvantes, bioestimulantes, nutrição e fertilizantes minerais mistos. Além disso, já estamos nos preparando para avançar também no segmento de biocontrole”, reforça o CEO.
Entre os destaques das novas tecnologias entregues ao produtor estão o Predecessor, Terra WG e uma linha exclusiva para Pastagens. O primeiro é uma mistura tripla voltada ao manejo de plantas daninhas de difícil controle na cultura da soja, combinando imazetapir, diclosulan e flumioxazina — uma formulação inédita no mercado.
Já o Diclosulan, Terra WG, possui registro para cana-de-açúcar e soja e é considerado estratégico no manejo de plantas daninhas de difícil controle. A Agroallianz é a primeira empresa a disponibilizar o produto para comercialização após a queda da patente. “Essas duas soluções refletem bem o ano de 2025, marcado por lançamentos relevantes”, acrescenta .
Para sustentar esse avanço, a empresa intensifica seus investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Segundo o executivo o investimento será construído e coordenado com a visão clara do mercado, representado pela Coopercitrus e associado a estrutura global da DVA.
“Como operamos com uma estrutura integrada da joint venture, parte dos recursos e da estrutura de P&D está concentrada na DVA. Assim, o valor absoluto investido é significativamente maior do que muitas empresas que estão há mais tempo no setor. Somos entrante e precisamos buscar inovação em produtos no acesso ao mercado criado”, reforça.
Fonte: Kassiana Bonissoni



