Em um cenário global onde o Brasil se consolida como protagonista na avicultura, a manutenção do status sanitário é o ativo mais valioso do produtor. Porém, garantir uma granja saudável e produtiva exige mais do que um calendário fixo, requer um Programa Vacinal dinâmico, baseado em dados e que cubra toda a cadeia produtiva, de ponta a ponta. É o que orienta a médica-veterinária Simone Martins, coordenadora técnica da unidade de negócio de Avicultura da MSD Saúde Animal.
Em 2025, o setor superou um dos momentos mais desafiadores da história e, agora, para assegurar o status de país livre de enfermidades críticas, o olhar rigoroso sobre as práticas de biosseguridade e prevenção se fortalece. Simone explica que, para a manutenção desse status, o protocolo brasileiro exige obrigatoriamente a vacinação contra Doença de Marek (realizada em incubatório) e Doença de Newcastle (em reprodutoras e poedeiras). Somado a isso, vacinas como de Gumboro, Bronquite Infecciosa, Reovirus são cruciais e fazem parte de programas vacinais padrão, variando conforme a região e o tipo de produção (corte ou postura).
“É necessário entender que um programa vacinal efetivo deve ser planejado para a prevenção e mitigação de perdas em todas as etapas, com decisões assertivas tanto na escolha dos produtos quanto nos manejos vacinais”, destaca a profissional.
Um dos erros mais comuns no setor é a tentativa de manter programas vacinais estáticos ou baseados em modelos genéricos. As oportunidades de melhoria residem na idade, no intervalo, na via de aplicação e na escolha do biológico frente à real situação, mas o maior impacto vem da falta de atualização diagnóstica. Para Simone, as corretas avaliações sanitárias são fundamentais para o sucesso da proteção de ponta a ponta, visto que todo projeto deve ser personalizado e definido considerando o histórico da granja, os desafios sanitários locais e avaliações laboratoriais estruturadas.
Afinal, somente com dados confiáveis transformados em informações relevantes e práticas é que teremos um programa vacinal realmente efetivo. No entanto, garantir a sanidade e a produção em granjas avícolas exige, ainda, a combinação rigorosa dessa estratégia com pilares como biosseguridade, nutrição balanceada, manejo e ambiência adequados.
Nesse contexto, o cuidado e o acompanhamento ao longo de toda a cadeia de produção minimizam riscos e reduzem perdas. Ao transformar escolhas assertivas em um hábito durante todo o processo de produção de carne ou ovos, o produtor alcança o diferencial necessário em sanidade e, consequentemente, na rentabilidade do negócio.
Doenças no radar
A MSD Saúde Animal alerta para os principais desafios nas granjas. Entre eles estão as doenças respiratórias, como Bronquite Infecciosa e Metapneumovírus, que afetam diretamente a qualidade da casca dos ovos. No campo da imunossupressão, doenças como Gumboro e Reovírus seguem como preocupações centrais, pois facilitam infecções secundárias (virais ou bacterianas), gerando perdas significativas de rentabilidade.
“Mesmo diante dos desafios sanitários do setor, o produtor pode assegurar uma operação saudável, segura e rentável. O segredo está na união entre práticas rigorosas de biosseguridade e um programa vacinal assertivo. Na MSD Saúde Animal, oferecemos um portfólio completo que protege a cadeia avícola de ponta a ponta, com eficácia comprovada por testes massivos a campo”, destaca Simone. “Soluções de referência, como a NOBILIS® RT+IBMULTI+G+ND e a INNOVAX® ND-IBD, são pilares dessa proteção. Mais do que produtos, entregamos o suporte de uma equipe altamente capacitada para desenhar as melhores estratégias para cada granja.”
Fonte: Gabriela Merces



