A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de milho alcance 138,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Além do volume produzido, o milho se destaca por seu caráter estratégico para a segurança alimentar, a produção de proteínas animais e a cadeia de biocombustíveis, consolidando seu papel central no agronegócio brasileiro. Nesse contexto, a manutenção dos índices de produtividade no campo demanda um controle rigoroso de ameaças fitossanitárias que comprometem o desenvolvimento das plantas, como é o caso da lagarta-elasmo.
Presente em diversas regiões, a praga representa um dos principais perigos para a cultura, principalmente no Cerrado brasileiro. O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, salienta que a incidência desse tipo de lagarta ocorre em condições ambientais favoráveis, como temperaturas elevadas e períodos de estiagem. A ausência de chuvas em solos arenosos de fácil drenagem também acelera a proliferação do inseto.
“Os danos se concentram nos primeiros 30 dias após a emergência da lavoura, quando a lagarta consome o colmo internamente. O ataque atinge a gema apical e provoca o sintoma de coração morto ou gera brotações na base da planta, o que reduz o porte do milharal e causa perdas na colheita”, detalha Kagi.
A prevenção, segundo o profissional, se baseia no tratamento de sementes para proteger o cultivo contra pragas de solo. O manejo integrado ainda inclui métodos culturais, como a rotação de culturas e a gestão da palhada para evitar a presença de mariposas na área. O uso de variedades transgênicas e a aplicação de tecnologias no sulco de plantio reforçam a proteção da área cultivada desde o início do ciclo.
“O monitoramento deve ser constante, principalmente nos primeiros 30 centímetros de altura das plantas, com a possibilidade de pulverizações direcionadas ao colo em horários de temperaturas amenas. A utilização de ferramentas tecnológicas e o emprego correto de defensivos podem assegurar a estabilidade da produção nacional”, finaliza Kagi.
Fonte: Wellington Torres



