A valorização de frutas com melhor padrão visual, sabor mais intenso e maior vida útil tem influenciado as decisões no campo e aproximado produtores do consumidor final. No Rio Grande do Sul, essa mudança é perceptível na cadeia da melancia, especialmente em regiões com forte presença de venda direta. Em Rio Pardo, no interior do estado, a melancia Rochedo tem se consolidado como uma alternativa estratégica para produtores que buscam diferenciação e fidelização do mercado.
Na localidade de Passo da Taquara, a cultura faz parte da história da família de Otomar Rodrigues há mais de 50 anos. “Meu avô já plantava melancia, depois meu pai, e eu estou nesse ramo há mais de 30 anos”, conta o produtor. Segundo ele, a adoção da melancia Rochedo, há cerca de seis anos, trouxe ganhos consistentes. “É um material bom, produz bem, tem bom peso e o fruto é bem fechado. É uma fruta que está dando certo para nós aqui”.
A nova geração também vê na qualidade do fruto um fator decisivo para o crescimento do negócio. Gabriel Rodrigues explica que a escolha da cultivar está diretamente ligada à experiência do consumidor. “Temos bastante venda direta, então o sabor importa muito. Ela tem coloração bem avermelhada, é doce, e o cliente que compra volta para pedir de novo”, afirma. De acordo com ele, o aumento da demanda tem levado à ampliação gradual da área plantada. “Cada vez ela está ficando mais conhecida no mercado, e a tendência é seguir aumentando”.
Qualidade do fruto e desempenho no campo sustentam o crescimento
Além da percepção do consumidor, a melancia Rochedo se destaca pelo desempenho agronômico e pela qualidade interna do fruto. Segundo o especialista em Cucurbitáceas, Rafael Zamboni, trata-se de um material que reúne atributos valorizados tanto no campo quanto nos pontos de venda. “A Rochedo apresenta um vermelho interno muito intenso, o que chama atenção no supermercado, principalmente para a venda de melancia fatiada”, explica.
Outro diferencial está na estrutura interna do fruto. “Ela tem sementes menores e uma cavidade interna curta e rasa, o que resulta em melhor aproveitamento da polpa e excelente pós-colheita, tanto para feiras quanto para supermercados”, destaca Zamboni. A polpa crocante e a boa firmeza completam o pacote de qualidade.
No campo, o comportamento da planta também contribui para a rentabilidade. Em lavouras do Rio Grande do Sul, a melancia Rochedo apresenta boa sanidade, mesmo próxima à colheita, aos 70 dias após o transplante, além de uniformidade e ótimo pegamento. “Já na primeira apanha, é possível colher frutos acima de 14 a 15 quilos, com boa rama, tolerância a doenças e padrão de qualidade superior”, afirma o especialista.
Fonte: Juliana Bonassa – Attuale Comunicação



