Morreu na madrugada de 2 de agosto de 2025, em São Paulo, José Roberto Dias Guzzo, aos 82 anos, vítima de um infarto ocorrido por volta das 5h da manhã, conforme confirmado pela Revista Oeste.
A notícia representa uma perda profunda para o jornalismo nacional. Como frisou a revista Oeste em nota oficial, “sem ele, Oeste não seria o que é” — ressaltando seu papel essencial na construção editorial da publicação Meon. Ainda não há informações oficiais sobre os eventos relativos ao sepultamento.
Ao longo de sua trajetória, Guzzo foi uma voz consistente e contundente no debate público brasileiro. Sua escrita marcante, muitas vezes crítica ao ativismo institucional, à concentração de poder e ao enfraquecimento da liberdade de expressão, fez dele uma referência intelectual e militante da independência editorial.
Com mais de cinco décadas dedicadas à imprensa, J.R. Guzzo se consolidou como um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro. Reconhecido por seu estilo direto, análises incisivas e independência editorial, Guzzo construiu uma carreira marcada pela seriedade, profundidade e compromisso com a informação.
Formado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Guzzo iniciou sua trajetória profissional ainda na juventude, em meio ao intenso cenário político e social das décadas de 1960 e 1970. Passou por grandes redações do país e teve papel fundamental na modernização de importantes veículos de comunicação.
Foi na revista Veja, onde atuou como colunista e diretor de redação, que se tornou amplamente conhecido do grande público. Sob sua liderança, a publicação viveu momentos de forte impacto jornalístico, com reportagens que marcaram época e influenciaram o debate nacional. Mais tarde, também teve participação decisiva na reformulação da revista Exame, fortalecendo seu posicionamento como referência em economia e negócios.
Ao longo dos anos, Guzzo se destacou também como colunista em jornais como O Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Jovem Pan, onde continuou a oferecer suas análises contundentes sobre política, economia e comportamento. Sua escrita clara, com tom crítico e reflexivo, o tornou um dos articulistas mais lidos e comentados do país.
Além da atuação como jornalista, Guzzo exerceu papéis de liderança editorial e contribuiu para a formação de novos profissionais, sempre defendendo os princípios da liberdade de imprensa e da responsabilidade com os fatos.
Com a morte de J.R. Guzzo, cala-se uma das vozes mais lúcidas e corajosas do jornalismo brasileiro. Sua ausência deixa um vazio difícil de preencher, mas seu legado seguirá ecoando em cada linha bem escrita, em cada reflexão crítica e em cada defesa inabalável da liberdade de expressão. Guzzo se vai, mas sua palavra permanece.
Foto: Divulgação Revista Oeste
Da Redação