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Como prevenir e tratar úlceras gástricas em equinos?

A síndrome da úlcera gástrica equina, conhecida pela sigla EGUS (do inglês Equine Gastric Ulcer Syndrome), consiste em lesões na mucosa do estômago dos equinos, provocadas por um desequilíbrio entre os fatores agressivos – ácido clorídrico, pepsina e ácidos biliares – e os mecanismos de proteção natural do órgão, como a camada mucosa e as prostaglandinas.

O estômago dos equinos é dividido em duas regiões: a parte aglandular, mais vulnerável por não possuir mecanismos próprios de defesa contra o ácido, e a parte glandular, que conta com proteção fisiológica, mas também pode ser comprometida em situações adversas. Fatores como alimentação intermitente, jejum prolongado, dietas com baixo teor de fibra e alto teor de concentrado, estresse (devido a confinamento, transporte ou competições) e o uso contínuo de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são os principais gatilhos para o surgimento da doença.

“Os sinais clínicos podem variar desde alterações sutis de comportamento até sintomas mais evidentes, como redução do apetite, perda de peso, queda no desempenho atlético, bruxismo (ranger de dentes), salivação excessiva, desconforto abdominal e episódios recorrentes de cólica. Potros, em especial, podem demonstrar inquietação durante a alimentação e deitar-se com frequência após mamar”, explica Camila Senna, médica-veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal.

A prevenção se baseia, sobretudo, em um manejo alimentar adequado. “Os equinos são animais naturalmente adaptados ao pastejo contínuo, e o fornecimento de volumoso de boa qualidade (como feno ou pastagem) ao longo do dia é essencial para neutralizar a acidez gástrica e proteger a mucosa. A inclusão de alimentos como alfafa, que possui maior capacidade tamponante, pode ajudar na prevenção. Reduzir a quantidade de concentrado e fracionar as refeições também são medidas recomendadas”, detalha a profissional.

Além disso, proporcionar um ambiente tranquilo, minimizar situações estressantes, evitar longos períodos de confinamento e garantir tempo para pastagem ou recreação são práticas que contribuem significativamente para a saúde gástrica dos equinos.

Quando a prevenção não é suficiente e o animal já apresenta lesões, o tratamento medicamentoso torna-se necessário. O omeprazol é considerado o fármaco de primeira escolha. Trata-se de um potente inibidor da bomba de prótons, que atua suprimindo a secreção ácida do estômago e favorecendo a cicatrização da mucosa lesionada.

Produtos formulados especificamente para equinos, como o Gastrozol® Pasta, garantem absorção eficiente e alta eficácia terapêutica. Sua apresentação em pasta oral facilita a administração e assegura a dosagem correta, promovendo alívio dos sintomas, recuperação das lesões e manutenção do desempenho do animal.

“O uso do omeprazol é especialmente indicado para equinos atletas, que estão frequentemente expostos a fatores estressantes como transporte, confinamento e treinos intensos”, reforça Camila.

É fundamental destacar que o tratamento farmacológico deve ser sempre acompanhado através de um médico- veterinário, de ajustes no manejo alimentar e ambiental. O sucesso terapêutico está diretamente ligado a uma abordagem integrada que priorize o bem-estar e o equilíbrio digestivo dos animais.

Fonte: Gisele Assis 

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