Maximizar a relação custo-benefício é o grande desafio da pecuária leiteira moderna, especialmente quando o assunto é ordenha robotizada. O alto investimento em tecnologia exige que cada componente da operação funcione com precisão, gerando produtividade e retorno. Para isso, é fundamental entender que tudo está conectado: comportamento animal, dieta, consumo, saúde e frequência de ordenha.
Foi com essa visão integrada que a De Heus desenvolveu o RobotExpert – um sistema de alimentação inteligente para propriedades com ordenha robotizada, que permite extrair dados do robô, independente de qual marca, conectando-os aos dados de alimentação. A análise é feita pelo software FeedExpert da De Heus, que cruza as informações extraídas, identificando gargalos produtivos e sugerindo ajustes personalizados na dieta e no manejo, aumentando a produtividade e o retorno financeiro do produtor.
O RobotExpert é um sistema que, juntamente com o software FeedExpert, auxilia no entendimento dos dados e na tomada de decisão na propriedade. Segundo Guilherme Leão, Gerente de Produto de Ruminantes da De Heus, essa integração entre nutrição e ordenha é fundamental para melhorar o desempenho do rebanho. “Através do nosso programa de formulação de dietas, o FeedExpert incorpora dados do sistema de ordenha, como número de visitas, fluxo de leite e consumo de ração no robô, relacionando-os às dietas aplicadas na fazenda. Com essa abordagem holística do programa RobotExpert, conseguimos identificar as principais oportunidades para otimizar a performance do rebanho e auxiliar o pecuarista a implementar as ações necessárias para a conquista dos melhores resultados, a partir do entendimento das principais limitações da produção na fazenda”, destaca.
A proposta desta tecnologia da empresa é alinhar o consumo de concentrado, a saúde dos animais e os parâmetros do robô de ordenha, para que todos trabalhem em sinergia, como em uma engrenagem de alta precisão. Ao analisar os dados, os técnicos identificam gargalos como frequências inadequadas de ordenha ou erros nas permissões de acesso ao robô, ajustando a dieta e os processos para restaurar o equilíbrio da produção. Guilherme explica que através desta abordagem integrada, é possível entender se há alguma limitação do ponto de vista de nutrição, de configurações na tabela de alimentação ou relacionado à permissão de ordenha. “Assim, conseguimos construir recomendações mais sólidas e assertivas, além de personalizadas, para cada fazenda atendida”, esclarece o profissional.
A solução da De Heus já é utilizada por 47 usuários no Brasil, sendo 11 deles especialmente treinados para atuar em propriedades com ordenha robotizada. A aplicação prática ocorre por meio de uma equipe técnica especializada, presente em todas as regiões do país. Além do suporte regional, a empresa também investe fortemente em capacitação e atualização contínua da equipe. Um dos destaques desse investimento em capacitação contínua é o trabalho do consultor global de ordenha robotizada, Jan Willem Hakvoort, que conduz treinamentos online com a equipe técnica a cada seis semanas e realiza uma visita presencial ao Brasil anualmente. Sua atuação se apoia em um amplo conjunto de dados globais, já que a De Heus presta assistência a mais de 2.000 fazendas com ordenha robotizada ao redor do mundo. Toda essa experiência internacional acumulada contribui para que os produtores locais otimizem seus processos, aumentem a eficiência dos equipamentos e ampliem a rentabilidade da atividade leiteira.
A adoção da tecnologia já apresenta resultados concretos no campo, mesmo em cenários distintos. Atualmente, a equipe atua em estados, como Sergipe (SE) e Paraná (PR), que apresentam desafios e condições muito diferentes, mas que seguem a mesma abordagem técnica. A maior concentração de clientes da De Heus está na região Sul, onde cada fazenda apresenta uma realidade distinta — e os ganhos têm sido expressivos entre os produtores que adotam a abordagem completa e as ferramentas da empresa para otimização da ordenha robotizada. “O sistema tem demonstrado resultados consistentes em diferentes contextos. Em algumas propriedades, os impactos positivos já podem ser percebidos ainda na primeira semana de uso, com o início do trabalho técnico e os primeiros ajustes no manejo”, destaca o gerente.
Fonte: MyPress & Co.