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Com dragagem bilionária para receber navios gigantes na Baía da Babitonga, SC mira protagonismo no comércio exterior; especialista avalia impactos

O contrato inédito de parceria público-privada assinado, no final de março, pelo Governo de Santa Catarina e os portos de São Francisco do Sul e Itapoá para dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga vai impulsionar o comércio exterior e a economia no estado. O investimento de cerca de R$ 300 milhões permitirá a atracação e a operação de embarcações de 366 metros de comprimento, com capacidade de até 16 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), tornando o complexo o primeiro do Brasil com capacidade para navios desse porte com carga máxima. Para especialista em comércio exterior Rogério Marin, CEO da Tek Trade e Presidente do SINDITRADE, com a ampliação da capacidade de navegação do canal, os portos da região Norte catarinense, que já registram recordes de movimentação de cargas, passam a competir com terminais de grande porte da América Latina e entram no radar de armadores internacionais para atrair novas linhas.

“Trata-se de um salto estratégico para Santa Catarina e para o país. A dragagem vai permitir a operação de navios de grande porte com carga máxima, o que representa maiores ganhos de escala para exportadores e importadores. Ou seja, reduz significativamente os custos por contêiner transportado, barateia o frete marítimo e aumenta a competitividade das empresas catarinenses que atuam com comércio exterior, bem como a global”, afirma Marin.

A nova infraestrutura também tende a atrair investimentos logísticos e industriais para a região. Segundo Marin, o ambiente se torna favorável para a instalação de centros de distribuição e plantas fabris, de olho nos ganhos que a entrada de navios gigantes pode proporcionar. “Esse tipo de avanço logístico funciona como um imã para investidores. Estamos falando de um impacto em cadeia, com geração de empregos, aumento na arrecadação e expansão da pauta exportadora do estado”, complementa.

O especialista também destaca que a melhoria pode consolidar Santa Catarina como o principal corredor de exportação do Sul do Brasil. “Com maior eficiência e capacidade, a Baía da Babitonga deve assumir um papel importante no escoamento de cargas no estado, integrando a economia nacional ao mercado global com mais fluidez”, afirma. Além disso, o projeto também fortalecerá o turismo e a proteção costeira da região, pois os sedimentos da dragagem serão destinados para a recuperação das praias de Itapoá e ampliação da faixa de areia.

Os portos de São Francisco do Sul e de Itapoá responderam, em 2024, por mais de 60% da movimentação portuária de SC. As melhorias devem ampliar essa participação. O edital para escolha da empresa responsável pela dragagem e aprofundamento já foi lançado e a expectativa é que as obras tenham início em 2025 e sejam concluídas em 2026.

Fonte: Maikeli Alves 

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