Safra 2017/18 – Entre trancos e barrancos a soja avança e toma grande espaço do milho.

Em determinadas micro regiões, com a chegada das chuvas, o cultivo da safra 2017/18 segue em ritmo acelerado, e muitos dos produtores rurais já finalizaram o plantio, como é o caso das micro regiões do noroeste, oeste e grande parte do sudoeste do Paraná.

Em meio aos problemas climáticos que tem provocado o atraso de plantio, outro fator que provoca preocupação ao setor produtivo, é o valor das commodities praticado no mercado físico neste ano de 2017, que de certa forma influenciou na hora da decisão do que se plantar nesta primeira safra

Uma das culturas que perdeu espaço significativo na área de cultivo da primeira safra, foi a cultura do milho, com os preços praticados no mercado abaixo dos custos de produção, e os estoques “estimados/anunciados” em patamares que atendem a demanda até a chegada do produto da safra verão 17/18, muitos produtores optaram em cultivar a soja na primeira safra, deixando a preocupação em relação ao que plantar na segunda safra para o futuro, até porque até o momento ninguém se decidiu em plantar nem mesmo o milho safrinha, diante dos custos de produção.

A lavoura de soja ganhou espaço em relação ao milho, em áreas de plantio realizado nos primeiros dias de outubro, as sementes germinaram e as plantas apresentam bom vigor vegetativo em seu desenvolvimento inicial.
Se o plantio da soja está acelerado, e pelo fim em muitas micro regiões, consolidando a intenção de plantio, o mesmo não ocorreu com o milho, resguardados devido ao atraso das chuvas, produtores precavidos, de última hora, deixaram de cultivar a lavoura de milho, que tem o seu plantio praticamente finalizado nos três Estados do sul do País, de hoje em diante poucas lavouras devem ser plantadas nesta região.

Em breve levantamento, in loco, realizado neste dia 16 de outubro, em contato entre grupos de produtores rurais via páginas sociais, podemos dizer que em toda a região sul, nesta primeira safra, a área de plantio com a lavoura de milho fica abaixo dos 50 % de plantio em relação a área cultivada com a lavoura de milho na primeira safra de 2016/17.

São poucas as áreas de plantio de milho que se observa em diversas micro regiões, as quais encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, e pelo avançar do período, serão poucos os produtores que irão se aventurar a realizar plantio de milho de agora em diante. Como diria, “quem plantou, plantou! quem não plantou não planta mais”.
Aventureiros sempre existem, plantar sempre é uma aventura, e deste período em diante aumentam os riscos, principalmente no sul do País, e o pouco de plantio que possa ocorrer, devem ser feito tão somente por aqueles que já tem seus insumos adquiridos e estocados na propriedade, sem condições de qualquer negociação.

Em meio a este tempo de plantio, vimos “instituições” publicando números absurdos em relação a área de cultivo de milho na primeira safra, porém o que podemos observar, e ao pouco que vimos de plantio, muitas das lavouras de milho implantadas, se trata de milho para silo de forragem, e não para produção de grãos, o que pode diminuir ainda mais a produção por eles estimada.

Portanto para convencer os produtores rurais, estas “instituições” terão antes que identificar onde está localizada toda área plantada em milho que estão divulgando, porque nós produtores rurais de diversas regiões produtoras do País não conseguimos visualizar via terrestre, ao menos por enquanto.

O que vimos, é muito plantio de soja sendo realizado, e poucas lavouras de milho implantada, sabendo que mais de 80 por cento da intenção de plantio da cultura do milho já se consolidou nos Estados do Sul do Brasil, uma das principais produtoras. Demais regiões produtoras de milho verão ainda podem plantar como os Estados de Goiás e Minas Gerais entre outros, porém mesmo assim, a área de cultivo de milho da primeira safra 2017/18 não deve atingir os 60 por cento em relação a toda área cultivada na safra verão 2016/17.

Por Valdir Edemar Fries – Produtor rural em Itambé Pr.

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