União Europeia quer aumento no rigor da fiscalização da carne brasileira

 Um documento divulgado essa semana mostra a preocupação dos europeus com o controle sanitário no país.

Desde março, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca, a União Europeia apertou o cerco para a entrada de carne brasileira em países do bloco. A fiscalização foi reforçada. A checagem agora inclui controles em 100% dos lotes brasileiros de origem animal.

Um documento, analisado durante uma reunião de ministros da Agricultura da União Europeia na segunda-feira (12), revela que desde a Operação Carne Fraca, em 17 de março, até o fim de maio quase 4,5 mil lotes foram submetidos a testes. E foram rejeitados 108 lotes que incluiam frango, boi e cavalo.

Em maio, um comissário da União Europeia se reuniu com representantes do Ministério da Agricultura e fez uma auditoria para avaliar o funcionamento do controle sanitário no país. O resultado levantou importantes preocupações, que incluem a falta de atuação para corrigir as deficiências encontradas em auditorias anteriores.

O documento diz ainda que, diante da fraude da carne e do impacto na credibilidade da fiscalização, são necessárias ações urgentes das autoridades brasileiras.
O mesmo documento critica a atuação do ministério para corrigir as deficiências encontradas a partir das denúncias da Operação Carne Fraca e cobra ações urgentes para recuperar a credibilidade na fiscalização.

Em carta encaminhada ao ministro Blario Maggi, a União Europeia pede a exclusão de todos os abatedouros de cavalos habilitados a exportar para países do bloco, a suspensão dos pedidos de inclusão de novos frigoríficos para exportação e a criação de controle microbiológico de 100% da carne de frango para detectar a presença de salmonela.

O ministro da Agricultura está em viagem oficial na China. Eumar Novack, que responde interinamente pela pasta, disse que até o fim do mês todas as respostas serão encaminhadas a União Europeia. Para ele, o número de amostras contaminadas é pequeno e está dentro do aceitável pelo mercado externo. O ministro interino acredita que a carta mostra uma disputa de mercado entre o bloco europeu e o Brasil.

A Associação Brasileira de Proteína Animal informou que a quantidade de desvios notificados pela União Europeia segue padrões considerados aceitáveis pelos países produtores de aves.

Fonte: Globo Rural

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