Propriedade reduz custos em 15% com técnicas sustentáveis

Apresentação feita na Abertura da Colheita do Arroz mostrou também aumento de 6% na produtividade
O conceito de sustentabilidade é mais amplo do que apenas pensar no meio ambiente. A avaliação é de Daniel Falchetti, analista de Socioecoeficiência da Fundação Espaço Eco (FEE), de São Bernardo do Campo (SP). Ele foi um dos palestrantes da tarde da quinta-feira, dia 16 de fevereiro, na vigésima sétima edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que está sendo realizada na Estação Experimental do Arroz, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha (RS), com o tema “Caminhos Para a Sustentabilidade”.
De acordo com o especialista, a sustentabilidade é baseada em um tripé formado pelo econômico e social, além do meio ambiente,. “Quando a gente fala em sustentabilidade, todos pensamos no meio ambiente. Entretanto, dentro deste conceito se encaixam muitas outras coisas que vão além daquilo que pensamos. Precisamos pensar nas variáveis econômicas e também nas sociais. É importante pensar na lucratividade e no bem estar dos colaboradores”, afirma.
Falchetti lembra que a produção agrícola brasileira consegue crescer dentro de um espaço de apenas 6% de áreas ocupadas no país. O analista da Fundação Espaço Eco apresentou o trabalho feito na Sementes Condessa, de Mostardas (RS), em relação à produção de arroz. Apenas com a mudança nas técnicas de cultivo, houve um aumento de produtividade de 6% e redução de custos de 15% em comparação com a média estadual. “Na medida em que o produtor usava técnicas como nivelamento de área e defensivos recomendados, houve este retorno financeiro”, observa.
No lado social, a propriedade erradicou os registros de acidentes de trabalho, além de pagar remunerações até 20% superior aos colaboradores utilizando a mesma comparação em relação ao registrado no Rio Grande do Sul.
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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